
Viviane Scherer Fetzer
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Na última quarta-feira o Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede-VRP) esteve reunido para resolver alguns pontos em relação à alteração no sistema de constituição dos Conselhos Comunitários das Regiões das Rodovias Pedagiadas (Corepes), decretos publicados no Diário Oficial do Estado em 23 e 24 de fevereiro de 2017. Também foi abordado o marco regulatório das concessões de rodovias estaduais (DOE 29/03/2017) e a duplicação da RSC 287.
Os representantes dos municípios e entidades empresariais que estiveram presentes puderam apresentar seus pontos de vista para que ao final da reunião se chegasse a um consenso do que pode ser feito em relação aos três pontos. Todos se mostraram contrários à nova forma de apresentação do Corepe e buscarão soluções para que o trabalho do Conselho não se torne obsoleto. O presidente da Associação das Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul (Assemp), Léo Schwingel, falou sobre uma decisão unânime tomada pelos associados em reunião na última segunda-feira: “Trabalharemos diuturnamente pelo fim da Empresa Gaúcha de Rodovias no Vale do Rio Pardo, trabalharemos pela privatização da RSC 287 entre Tabaí e Santa Maria. A economia regional precisa se desenvolver e esse crescimento pode vir a partir de suas forças produtivas”.
Cintia Agostini, presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), trouxe contribuições em relação ao encaminhamento de que devem trabalhar o marco regulatório das concessões e a duplicação da RSC 287 em conjunto. “Trabalhar em conjunto leva a resultados maiores, é o que estamos fazendo na criação de novas praças de pedágio nas concessões de rodovias federais na região do Vale do Taquari, levamos os custos, os prazos e como deveria ser feito, e tudo está sendo avaliado pelo governo principalmente porque o governo esteve conversando com as comunidades”.
Foram definidos quatro pontos que merecem atenção em relação ao tema da audiência. O primeiro foi a elaboração de uma nota de repúdio ao novo modelo apresentado em forma de decreto para a atuação dos Corepes. O segundo trata sobre a duplicação da RSC 287 e que qualquer nova concessão da rodovia deve estar ligada com a realização da duplicação. O terceiro ponto definido foi que a rodovia RSC 287 deve ser gerenciada por um modelo privatizado. Uma comissão formada por representantes da Assemp, da Amvarp, da Amcserra, do Corede, Corepe e dos vereadores da região, será a responsável por buscar respostas e soluções para os temas tratados na audiência e principalmente para a privatização da concessão














