
Nelson Treglia
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Uma santa-cruzense nascida em 1994, ano em que a Pitt/Corinthians conquistou o Campeonato Brasileiro de Basquete Masculino. Natália Maria Beurmann Hausmann, de 23 anos, trabalha no basquete universitário norte-americano. Ela é assistente técnica na Newman University, localizada na cidade de Wichita, estado do Kansas (EUA). Em maio de 2017, Natália encerrou sua trajetória como jogadora de basquete universitário.
A história desta jovem na ‘bola ao cesto’ começou na infância, em Santa Cruz do Sul. “A essência do basquete eu adquiri no Mauá”, recorda. Natália foi aluna do colégio santa-cruzense no Ensino Fundamental e no Ensino Médio. No Mauá, ela aprendeu e se desenvolveu no basquete com seu pai, o professor Eleno Hausmann. Durante a época de colégio, jogava como ala/armadora. Foi morar no estado de São Paulo aos 17 anos, em uma cidade do interior, Pindamonhangaba.
Na cidade paulista, jogou na Associação Atlética Abdala Sports. Foi seu “auge” de adaptação, como ela própria define. Afinal, mudou-se para outra cidade, outro estado e ficou longe da família, e assim, aprendeu a virar-se sozinha. Vivia em uma república com mais 16 outras meninas. “Já era uma realidade totalmente diferente”, lembra Natália.
Aos 18 anos, uma mudança muito significativa: morar nos Estados Unidos, a grande potência global, criadora e líder em termos de basquetebol. Natália obteve bolsa para estudar e jogar no Eastern Arizona College. Lá ela iniciou o Ensino Superior, cursando o Junior College durante dois anos. Formou-se em Estudos Gerais, que contêm as disciplinas comuns a outros cursos.
Depois, mais dois anos de estudos. Bolsa garantida na Newman University, onde completou sua formação acadêmica em Administração com Foco em TI (Tecnologia da Informação). Ao mesmo tempo, manteve sua carreira de jogadora no basquete universitário. Durante meio ano, realizou o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e o estudo de uma disciplina que havia ficado pendente. Formou-se recentemente, em dezembro de 2017. Em janeiro, começa o mestrado em Business e Liderança.
Agora ela é assistente técnica do basquete feminino na Newman University. Natália diz que “é preciso ter mente aberta para aprender” quando alguém toma rumo para o mundo exterior. Enquanto jogava durante o período do Junior College, ela conta que havia mais treinamentos. Mas, na fase posterior, passou a haver mais exigência na parte técnica. “A disciplina é muito valorizada nos Estados Unidos. Não existe faltar a treinos, só com atestado você deixa de treinar. E uma simples gripe não afasta a jogadora do treinamento”, define Natália. Nos Estados Unidos, ela passou por uma mudança na função tática: foi pivô e ala.
Quanto à cidade de Wichita, esta reflete bem a situação socioeconômica norte-americana. São ruas limpas e “sem buracos”, destaca a santa-cruzense. Mas Natália não nega suas origens: “Amo o Brasil”. Ela costuma passar férias em Santa Cruz do Sul entre junho e agosto. Neste mês de dezembro, Natália veio passar uns dias na cidade, para resolver algumas questões particulares.
“Sempre gostei de assistir filmes e ouvir músicas em inglês, e tive uma boa base do idioma no Mauá. Conversar em inglês você só aprende na experiência, na marra. Comigo tudo é assim”, garante.














