Rosibel Fagundes
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O atraso de repasses por parte do Estado na área da Saúde já começa a ser sentido em Santa Cruz. Durante uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira, 30, com o secretário municipal de Saúde, Régis de Oliveira Júnior, e representantes do Hospital Santa Cruz (HSC), foi anunciada a suspensão temporária de cirurgias eletivas, em especial na área de traumatologia. De acordo com o secretário de Saúde, a partir de segunda-feira, 3, nenhum novo agendamento será feito pela Central de Marcação para cirurgias eletivas. Apenas cirurgias de alta complexidade, que são consideradas de urgência, vão ser mantidas.
Atualmente o Hospital Santa Cruz realiza mensalmente 102 cirurgias entre média e alta complexidade. Somente para dezembro são 50 cirurgias de média complexidade agendadas, elas devem ser mantidas. De acordo com o secretário, foi uma decisão extremante difícil, mas teve que ser tomada para garantir a qualidade dos serviços oferecidos. “Os hospitais não estão conseguindo cumprir com os compromissos e fazer novos financiamentos. O Hospital Santa Cruz, por exemplo, está com 60 dias de atraso no pagamento dos médicos”, destacou Régis. Ainda conforme ele, o município e os hospitais Santa Cruz e Ana Nery não estão medindo esforços para que os serviços de Pronto Atendimento sejam mantidos. Os atendimentos prestados pela Prefeitura na área da Saúde, como os atendimentos em postos e a distribuição de medicamentos, não serão afetados. O secretário municipal de Saúde, Régis de Oliveira Júnior, explica que a Prefeitura não tem mais como manter os serviços de cirurgias se o Estado não regularizar a situação. “Desde o início do ano até o momento, a Prefeitura já retirou do caixa R$ 4,5 milhões para destinar à Saúde. Este dinheiro deveria ter sido aplicado em outras demandas.”
Além de recursos da Prefeitura, a Câmara de Vereadores também destinou R$ 1,6 milhão para a Saúde. “Por lei, o Município deve investir 15%, mas estamos investindo 23,5%, é bem a mais do que o exigido”, frisou o secretário. A dívida total do Estado com Santa Cruz, é de R$ 17 milhões. Estes recursos deveriam ter sido repassados para a Prefeitura, Cisvale e hospitais.














