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CTG Lanceiros de Santa Cruz é o terceiro grupo do Bloco 5

 

O CTG Lanceiros de Santa Cruz se apresenta na noite deste sábado, 18 de novembro, por volta das 21h. A história contada pela invernada será a do Ramal Ferroviário Ramiz Galvão. A entidade também representa Santa Cruz do Sul na modalidade Danças Tradicionais Força A. Confira a apresentação ao vivo na fan page do Riovale Jornal. 

Coreografia de Entrada – ‘Nos trilhos da história’ – a necessidade de encurtar distância fez com que, na segunda metade do século XIX, o Rio Grande do Sul importasse uma das mais importantes tecnologias resultantes da Revolução Industrial: as ferrovias. Em 1874, a estradaa de ferro, que ia de Porto Alegre a São Leopoldo, inaugurou a malha ferroviária gaúcha, cujo principal objetivo era agilizar o transporte de pessoas e mercadorias, com foco no desenvolvimento do Estado. Assim, uma ferrovia – o tronco ferroviário Porto Alegre – Uruguaiana – atravessou praticamente todo o território gaúcho e, ainda, possibilitou uma ligação, com o Estado de São Paulo. Em 1883, por meio de um ramal, ela chega a Rio Pardo, um dos mais antigos municípios do Rio Grande do Sul. Mais de duas décadas depois da inauguração da passagem da linha de trem pela cidade histórica, foi a vez da colônia alemã de Santa Cruz entrar na rota do desenvolvimento.
Foi o ramal ferroviário Ramiz Galvão, que oportunizou avanço econômico, urbano e cultural ao povoado de origem alemã. No entanto, desde antes da implantação da ferrovia em Rio Pardo, líderes santa-cruzenses sonhavam com uma linha para despachar a produção da região. Foi somente em 1904 que, em Porto Alegre, um contrato com 32 cláusulas autorizou o início da construção do ramal ferroviário que ligaria Rio Pardo à então Vila de Santa Cruz. A obra ficou sob responsabilidade de uma empresa belga. Assim que o último trilho foi colocado, em setembro de 1905, um trem de teste chegou à vila e foi motivo de festa para o povo santa-cruzense. O tráfego ferroviário se tornou regular em 15 de novembro daquele ano, mas a inauguração oficial foi realizada no dia 19 de novembro. Na ocasião, o presidente do estado, Borges de Medeiros, elevou Santa Cruz à categoria de cidade. A linha que ligava a Estação Férrea de Santa Cruz do Sul à de Ramiz Galvão tinha 31 quilômetros e durou de 1905 a 1965. 

 

Coreografia de saída – ‘Estação de Lembranças’ – cinquenta e sete anos depois do encerramento das atividades de transporte na Estação Férrea de Santa Cruz do Sul, o espaço representa uma época de desenvolvimento para o município. Localizado no centro da cidade, o prédio da antiga estação se tornou referência em cultura e preservação da história – é um local de encontro entre o passado, o presente e o futuro. Contudo, nem sempre foi assim. Logo que a locomotiva deixou de chegar a Santa Cruz, a área foi condenada ao abandono. Em 1970, o prédio foi comprado pela administração municipal. Desde então, abriga o Centro de Cultura Jornalista Francisco José Frantz. Em 2015, o então secretário municipal de Educação e Cultura, Nasário Bohnen, intermediou a vinda de dois vagões de locomotivas desativadas para comporem o cenário da antiga estação férrea.
Os antigos meios de transporte, a partir do segundo semestre deste ano, passaram a ser espaço de diversão. Crianças estão participando de sessões de cinema dentro da locomotiva. Trata-se do Cine Vagão, um projeto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Cultura e Turismo, realizado semanalmente, às quintas-feiras à tarde.  Esse encontro entre a tecnologia do passado e atual, tendo como público as crianças, mostra que a história continua preservada deixando espaço para os avanços que ainda estão por vir. Assim, a estação férrea serve para lembrar que a vida segue em frente e, a cada dia, um novo futuro desembarca nos braços de Santa Cruz.