Viviane Scherer Fetzer
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Depois do acidente sofrido em novembro de 2015, Augusto Pereira, Guto como é conhecido, voltará aos palcos com a Dugges Dance neste domingo. Junto com os sócios Stephanie Cardoso e Dinho Barbosa e mais 50 dançarinos, a escola apresentará o espetáculo de final de ano “Nós Somos Um Só”. A apresentação acontecerá no domingo,11, às 20h, no Teatro Mauá. Os ingressos podem ser adquiridos pelo valor de R$20,00 nas lojas do Esportista, Lojas Gang, Bico Fino Calçados, Sublime Academia e Guto Motos, na hora custarão R$25,00. Tele – Ingressos pelo telefone (51) 99960 – 1432.
O espetáculo envolve diversos estilos de dança. “Mesclamos um pouco de técnicas de hip hop, contemporâneo, jazz e expressão teatral”, explica Dinho. Segundo ele, é preciso a expressão teatral porque além da dança eles também vão fazer a representação de contextos como o momento do acidente e a recuperação do professor Guto. Os 50 bailarinos com idades entre 5 e 47 anos também dividirão o palco com um dançarino de Caxias do Sul, João Santos e, com um de Porto Alegre, Daniel Grana.
Conforme Stephanie com a participação dos alunos em algumas competições surgiu a necessidade de criar um grito de guerra. “Para a energia subir antes de entrar no palco, até porque quando se trabalha com criança e adolescente tu precisa estimular e motivar eles, quase o tempo todo pra chegar lá”, explica a professora. Foi através do grito de guerra que surgiu o título para o espetáculo. A primeira frase foi escolhida por simbolizar muito bem o que foi o ano da Dugges. “Nós somos um só, juntos vamos vencer, juntos vamos sorrir, juntos vamos sonhar, vamos nos superar, perder, ganhar, sofrer, amar, juntos vamos dançar, DUGGES!”, Stephanie entoa o grito de guerra para explicar.
Com o espetáculo a Dugges encerra o ano e já pensa no ano de 2017. A partir de fevereiro as aulas acontecerão na sede própria da escola. Os sócios contam que desde que começaram o trabalho com espaço cedido pela Academia Sublime queriam conquistar um espaço próprio que pudesse oferecer ainda mais conforto e disponibilidade de horários e aulas para seus alunos.
Pensamento positivo
Guto, como é conhecido, um dos sócios da Dugges, volta recuperado de um grave acidente causado pela imprudência no trânsito, em novembro de 2015, quando um motorista o atropelou e fugiu do local sem prestar socorro. Logo em seguida o homem foi detido pela Brigada Militar apresentando sinais de embriaguez.
Durante 42 dias, Guto ficou internado no Hospital Santa Cruz e viu a comunidade se mobilizando para ajudar em sua recuperação. O pensamento positivo e a mobilização foram os motivos que fizeram com que o professor e dançarino não desistisse. “Eu só pensava nos machucados que não me deixariam dançar, me preocupava muito com os tornozelos porque quebrei os dois e para a cabeça, que era o principal, nem dava tanta bola”, contou Augusto. Liberado pela fisioterapeuta, Guto voltou a dançar gradualmente. “Ela me liberava para alguns passos e quando eu ultrapassava os limites ela me puxava as orelhas”, comentou Guto. Ele foi liberado da fisioterapia e só precisa voltar uma vez por mês para revisão depois de uma recuperação muito rápida. “A minha recuperação física foi bastante pela dança, eu quis voltar sempre porque é uma coisa que eu amo”, salienta.
Os outros dois sócios, Stephanie Cardoso e Dinho Barbosa, contam que o acidente aconteceu logo depois de terem aberto a Dugges. “Nos unimos em prol de toda a recuperação e de todo o processo para que ele melhorasse e voltasse a dançar”, lembrou Stephanie. Dinho observou que desde o acidente eles nunca cogitaram a hipótese que que Guto não voltasse para a Dugges. “No espetáculo do ano passado arrecadamos recursos para ajudar na questão da recuperação dele e eu cheguei a falar no final, prometo que no ano que vem o Guto vai estar dançando o espetáculo aqui com a gente”, comentou Dinho. Stephanie conta que eles acompanharam toda a recuperação e que Guto chegou a dizer que “se fosse o momento para terminarmos a sociedade, seria aquele”, o nosso pensamento era de que ele voltaria a dançar conosco e não deixaríamos que o fim acontecesse. “E sempre dizem que pensamento positivo atrai energia positiva, então sempre tivemos esse ambiente para que a gente conseguisse e ele também”, explica Sthepanie. O esforço dele, segundo ela, e o apoio dos dois favoreceu para que ele conseguisse voltar a dançar e fazer parte do espetáculo com nós.














