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José Carlos Ferreira
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O segundo turno das eleições de 2026, marcado para este domingo, 25 de outubro, decidirá quem ocupará a Presidência da República pelos próximos quatro anos. A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ocorre após nenhum dos candidatos alcançar a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno, realizado no dia 4 deste mês. Além da escolha do próximo presidente, a votação representa a definição das diretrizes que deverão orientar a administração federal entre 2027 e 2030.
Entre os principais temas em debate estão a economia, o custo de vida, a geração de empregos, a renda, os gastos públicos e a dívida pública. Também estão em pauta as políticas sociais, a saúde, a educação, a segurança pública e as medidas relacionadas à preservação ambiental e ao desenvolvimento econômico. As propostas das candidaturas apresentam diferentes abordagens para esses assuntos, que podem ser examinadas nos planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no site tse.jus.br.
O resultado também terá consequências para a relação do Executivo com o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, além de influenciar as diretrizes da política externa brasileira. Caberá ao presidente eleito negociar com os parlamentares para aprovar projetos, definir prioridades orçamentárias e implementar as medidas previstas em seu programa. A consulta aos planos de governo e às informações oficiais sobre as candidaturas permite ao eleitor conhecer os compromissos apresentados e compreender os desafios que estarão à frente do próximo governo.
Eleitor deve ficar atento às regras
Como no primeiro turno, a votação do segundo turno será realizada das 8 horas às 17 horas, pelo horário de Brasília. Em cinco Estados – Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins – e no Distrito Federal, além do presidente da República, haverá eleição de governadores. Para evitar imprevistos, a recomendação é conferir antecipadamente o local de votação, a zona e a seção eleitoral nos canais oficiais da Justiça Eleitoral.
Para votar, é necessário apresentar um documento oficial com foto, como carteira de identidade, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), passaporte ou carteira de trabalho física. O aplicativo e-Título também pode ser utilizado como identificação quando apresentar a fotografia do eleitor. Não é obrigatório levar o título impresso, mas é importante verificar se houve alteração no endereço da seção. As consultas podem ser feitas pelo aplicativo ou pelo portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No segundo turno, a votação para presidente será realizada por meio da urna eletrônica, com a digitação dos números da candidatura escolhida. O eleitor pode levar uma anotação em papel com o número do seu candidato para facilitar o procedimento. É permitido manifestar individualmente e de forma silenciosa a preferência eleitoral, mas são proibidas a boca de urna, a distribuição de material de campanha e as manifestações coletivas que caracterizem propaganda eleitoral. Celulares e equipamentos de gravação não podem ser levados para a cabine de votação.
O voto é obrigatório para brasileiros alfabetizados entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas analfabetas e maiores de 70 anos. Quem não compareceu ao primeiro turno poderá votar normalmente no segundo, desde que esteja apto. Já quem não puder comparecer deverá justificar a ausência pelos meios disponibilizados pela Justiça Eleitoral, observando os prazos e os documentos exigidos.













