Guilherme Athayde
[email protected]
O jornal “Folha de São Paulo” publicou nesta segunda-feira, 22, uma entrevista com o presidente Michel Temer (PMDB) onde ele tenta se defender das acusações dos donos da empresa JBS, que gravaram uma conversa onde Temer ordena que o empresário Joesley Batista mantenha o repasse de propina ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.
Apesar de Joesley ser alvo de três operações recentes da Polícia Federal e do Ministério Público, o presidente da República disse ao jornal desconhecer essa situação.
Temer disse ainda que acreditava que o empresário teria pedido o encontro com ele para conversar sobre a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. O problema é que a referida ação ocorreu somente dez dias após a conversa, gravada dia 7 de março deste ano. Ou seja, supostamente, os donos da JBS não poderiam ter conhecimento sobre a operação.
A defesa do presidente alega também que a frase “Tem que manter isso, viu?” que foi captada em áudio, se refere à boa relação que Joesley afirmou manter com Cunha, e não sobre uma suposta propina que a JBS repassava ao ex-deputado do PMDB e presidente da Câmara, que atualmente está preso.
Michel Temer é alvo de inquérito no Supermo Tribunal Federal (STF). Ele enfrenta as acusações de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à justiça.

Ordem dos Advogados do Brasil pede o impeachment de Temer
No último sábado, 20, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu aprovar o relatório chancelado por 25 das 27 unidades Estaduais da OAB, pedindo o impedimento do presidente da república, Michel Temer (PMDB).
Apenas as representações do Acre, que não esteve na reunião, e do Amapá, que mostrou-se contra a medida, não votaram favoráveis ao impeachment.
O documento confeccionado após mais de sete horas de reunião, conclui que as condutas de Temer, demonstradas em áudio captado por Joesley Batista e que resultaram na instauração de um inquérito pelo STF, feriram o artigo 85 da Constituição Federal, que dispõe sobre crimes de responsabilidade do presidente.
Os advogados de defesa de Temer pediram a suspensão do inquérito que investiga os crimes de corrupção de Temer. A ministra do STF, Carmem Lúcia, disse que o pedido de suspensão seria analisado somente após a perícia que será realizada no equipamento utilizado por Joesley Batista para gravar a conversa que incriminou o presidente da República.
Nesta segunda-feira, o STF autorizou a Polícia Federal a realizar uma perícia no áudio entregue pelo empresário Joesley. Com isso, a defesa de Temer desistiu do recurso que pedia a suspensão das investigações relacionadas ao presidente. (Com informações Agência Brasil)
Cpers pede impeachment de José Sartori
A presidente do Cpers Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, protocolou na Assembleia Legislativa nesta segunda-feira, 22, o segundo pedido de impeachment do mandato do governador José Sartori (PMDB). O primeiro ocorreu em 2016 devido ao parcelamento de salário dos professores e demais educadores da rede estadual.
Segundo o sindicato, o segundo pedido de impeachment foi em virtude dos apontamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que mostram que o governo tem descontado as contribuições dos servidores e não repassado ao IPE Previdência, das pedaladas fiscais em 2016 que obrigaram os servidores a fazer empréstimos no Banrisul, pelo descumprimento da norma constitucional de reposição infracionária aos vencimentos dos servidores, pelo descumprimento da aplicação dos 35% da receita líquida exigidos pela Constituição para a manutenção e o desenvolvimento do ensino e pelas graves denúncias de que Sartori recebeu R$ 1,5 milhão, oriundos de propina da JBS, por meio de Aécio Neves.














