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Ex-pivô da seleção brasileira visita Santa Cruz do Sul

Alessandra Santos foi pivô da seleção brasileira de basquete por 17 anos
 

VAGNER CERENTINI
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O esporte já foi o segundo mais popular do Brasil, tivemos uma seleção que venceu diversos títulos na modalidade e Santa Cruz do Sul já teve um time campeão brasileiro no masculino. Sim, estamos falando do basquete, esporte que na década de 1990 foi muito popular e nos dias atuais passa por dificuldades, e não poderíamos perder a oportunidade de falar com a ex-pivô da seleção brasileira, Alessandra Santos de Oliveira.

A jogadora esteve na última terça-feira aqui no Colégio Mauá em Santa Cruz do Sul e ministrou uma clínica para meninas de 13 a 17 anos. Primeiro, ela nos contou sobre sua carreira e falou de quando começou na seleção brasileira: “Joguei três anos no juvenil e 17 anos no profissional com a amarelinha, conquistamos o Mundial de basquete na Austrália em 1994, e também fomos medalha de prata na Olimpíada de Atlanta em 1996 e de bronze nos jogos de Sydney em 2000”.

Antes de chegar ao basquete, ela conta que tentou outros esportes. “Cheguei a jogar vôlei, handebol e praticar atletismo, mas foi no basquete onde me senti mais realizada”, explica.
Alessandra fala que suas principais influências vêm dos jogadores que disputaram o Pan-Americano de 1987, onde o time masculino do Brasil venceu os EUA por um placar de 120 a 115, sendo a primeira vez que o time americano foi derrotado em casa. Ela ainda faz questão de lembrar as meninas que disputaram o Pan-Americano de 1991, em Havana, que também serviram de influência para seu crescimento profissional.

A jogadora fala que seu primeiro grande momento foi em 1993, quando foi convocada para a seleção adulta de basquete feminino. “Era uma emoção muito grande jogar com pessoas que eu considero ídolos do esporte”, relatou.

 

Olimpíadas

Em relação aos jogos de 2016, Alessandra comenta sobre a falta de preparação que temos. “Muito se fala, mas pouco se trabalha, não só no basquete, mas como em todas as modalidades”, analisou. “Para que se construa uma seleção campeã é preciso fazer um trabalho de geração em geração, e isto não está sendo feito”, acrescentou.
Ela também fala da crise que estamos enfrentando e como isso acaba afetando o país. “Estamos em uma situação crítica, enfrentamos problemas na saúde, na educação e também no esporte, o governo está esquecendo suas prioridades”, afirmou.

Alessandra também fala da queda de popularidade que o basquete sofreu: “Ele já foi o segundo esporte mais popular do Brasil, hoje não temos o mesmo apoio daquela época”.
“Eu queria ser mais nova para poder participar das Olimpíadas no Brasil, porque jogar em casa na frente da sua torcida deve ser maravilhoso”, revelou a jogadora. “Daria tudo para poder participar de uma Olimpíada no meu país”, ressaltou.

A ex-pivô fala que será a torcedora número um da seleção de basquete nos Jogos Olímpicos do Brasil e que deseja muita sorte para os profissionais que irão nos representar. “Jogar uma Olimpíada é uma emoção única na vida”, afirmou. 

 

Mauá

Segundo Alessandra, o objetivo da clínica é aproximar as garotas de uma jogadora profissional e mostrar o que é ser um atleta. “Quero dar algumas dicas sobre o esporte e também incentivar essas meninas para que busquem ainda mais um crescimento dentro do basquete”, revelou.
“Nada é fácil, para conseguir ser profissional tem que fazer muito sacrifício”, finalizou.