
Rosibel Fagundes
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A segunda-feira, 8 de abril, iniciou com uma mobilização na Praça Getúlio Vargas, no centro de Santa Cruz. Orientados pelo Sindicato dos Funcionários Municipais de Santa Cruz do Sul (Sinfum), diversos funcionários públicos estiveram reunidos para participar de uma assembleia. O evento que teve início às 6 horas e se estendeu até as 18 horas, serviu para cobrar uma resposta da Administração.
Em março uma assembleia foi realizada pela categoria para definir o percentual de reajuste como explica o tesoureiro do sindicato, Alexandre Paulus. “Desde março aguardamos uma resposta por parte da Prefeitura. Nosso principal objetivo aqui hoje é cobrar uma posição da Administração para que ela não faça, como já fez em anos anteriores, onde simplesmente passava o índice de reposição para a Câmara de Vereadores que votava e aprovava a proposta. Sem que a categoria tivesse a chance de se impor. Queremos debater sobre esta demanda. Estamos reivindicando reajuste de 10%, insalubridade, periculosidade, risco de vida, vale transporte além da dívida do município que os servidores não recebem da Prefeitura entre outras questões”, afirmou Alexandre Paulus.
Uma das principais reinvindicações é referente à correção do vale-alimentação que passaria dos atuais R$ 515,00 para R$ 600,00. A categoria também solicita um plano de saúde, previdência complementar e outras correções e gratificações. Até o meio-dia cerca de 600 assinaturas haviam sido colhidas. Para o presidente do Sinfum, José Bonifácio Almada Martins, a intenção é mostrar para a administração que o funcionalismo não está satisfeito. “Mandamos a pauta de reivindicações para eles e ainda não tivemos resposta. Estamos preocupados porque o município está pedindo empréstimo de R$ 15 milhões, dizendo que vai custear um Hospital Veterinário enquanto existem pessoas aguardando por uma cirurgia em filas de espera. E agora, o funcionalismo está aqui brigando por um reajuste de 10% do salário, e a Administração conhece as dificuldades existentes nas Emeis e mesmo assim, está gastando dinheiro com outras coisas que não correspondem com o funcionalismo, e nosso bem estar”, afirmou o sindicalista.
De acordo com Almada, se a proposta não for aprovada em abril que é a data base do funcionalismo, e sair somente em setembro ou outro mês a reposição será retroativa a abril. “O importante é que nossa proposta seja aprovada. O trabalhador está se sentindo acuado e injustiçado”. Além da proposta salarial, a assembleia também serviu para discutir a questão do custeio do sindicato como relatou o presidente. “A Administração está querendo engessar o Sindicato. Tirou-nos o imposto sindical, e agora a cobrança de mensalidade. E para completar, mandou avisar que o funcionário que quiser ser associado terá que pagar diretamente no sindicato. Querem acabar com o sindicato. Estamos buscando formas para nos manter,” admitiu José Bonifácio Almada.
O QUE DIZ A ADMINISTRAÇÃO?
Conforme o secretário municipal de Administração, Vanir Ramos de Azevedo, a Prefeitura não irá se manifestar com relação à mobilização do funcionalismo ocorrida nesta segunda-feira, 8. “Estamos definindo a proposta encaminhada em março. Recebemos um oficio do Sinfum há umas duas semanas e estamos decidindo com o prefeito Telmo Kirst (PP), qual índice de aumento iremos aplicar ao servidor. Por enquanto, não temos nada acertado”.














