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Hora de tapar os buracos

LUANA CIECELSKI
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As chuvas que foram registradas no Rio Grande do Sul – e em Santa Cruz – até o fim da última semana já se foram, mas sua passagem deixou pelas ruas da cidade um grande problema: asfaltos esburacados. Basta circular por aí e olhar com atenção pra encontrar alguma situação desse tipo. A grande dificuldade, porém, não é apenas o problema dos buracos em si, mas das consequências deles. O trânsito sem fluxo, o aumento dos riscos de acidentes e da ocorrência de problemas mecânicos, além, é claro, da dificuldade que ocasiona no deslocamento das pessoas. Por isso, depois da chuva, é sim hora da bonança, como diz aquele ditado popular, mas é também hora de consertar esses estragos.

A cidade possui atualmente 155 quilômetros quadrados de área urbana, e o secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Leandro Kroth, confirma que todas as regiões dela tiveram danos registrados na pavimentação. Além disso, muitos estragos também foram registrados no interior. “Temos duas estradas que estão totalmente interditadas por causa dos problemas causados pelas chuvas, como deslizamentos de terra, e também temos cinco pontes que precisam ter suas cabeceiras e estruturas consertadas”, conta.

Buracos nos asfaltos foram registrados em todas as regiões da cidade

Por isso, a Prefeitura de Santa Cruz do Sul informa que já está realizando uma frente de trabalho para resolver esses problemas. Ela foi chamada de Operação Tapa Buracos. Nas estradas do interior o trabalho é realizado principalmente com patrolas, que visam liberar pistas onde houve deslizamentos e nivelá-las novamente. Nas vias da cidade, onde há asfalto danificado, os operários estão trabalhando no preenchimento deles, com misturas asfálticas.

Isso já pode ser visto em algumas vias, como é o caso da Rua Oscar Jost e da Avenida Independência. Kroth explica que essas vias receberam atenção primeiro porque possuem um fluxo muito grande de carros. Também devem receber esses cuidados nos próximos dias, a BR-471, que também ficou bastante danificada e que agora possui um trecho municipalizado, e a Barão do Arroio Grande, principal via de ligação entre a zona sul e a região central. “A intenção da Prefeitura é evitar que os danos fiquem ainda maiores, evitar acidentes, preservar o que ainda está bom”, explica Leandro. O trabalho completo, porém, deve levar cerca de três meses para ser concluído. 

Por que isso acontece?

O secretário Leandro Kroth explica que esses buracos aparecem por causa de um conjunto de fatores. Com o uso diário, o asfalto adquire microfissuras e com as chuvas, a água começa a se infiltrar por entre essas microfissuras. Para ajudar, a passagem dos veículos causa uma trepidação que aos poucos desagrega os componentes desse asfalto, fazendo com que essas microfissuras se transformem em fissuras e logo em seguida em buracos. “Quanto mais chuva e quanto mais trepidação, maior será o estrago”, explica Leandro. 

Comunicar a Prefeitura

A comunidade pode ajudar a Prefeitura a fazer o levantamento dos locais afetados comunicando onde eles estão. Conforme explica Leandro, no interior, as subprefeituras podem ser procuradas para passar informações. “Alguns casos, as próprias subprefeituras conseguem resolver, e em outros casos eles nos acionam para dar um suporte. Mas eles sempre fazem os registros dos estragos”. 

Já na área urbana o contato pode ser feito via telefone – pelo número da Secretaria de Obras: (51) 3715-9344 -, via e-mail – [email protected] – ou ainda pelo WhatsApp da Prefeitura – pelo número (51) 98443-0312. “Alguém vai atender o telefone ou receber a mensagem e fazer o registro do problema. Não significa que a Prefeitura estará no dia seguinte para consertar o problema, porque temos que deslocar pessoas, máquinas, ferramentas e materiais para fazer o conserto e isso exige uma organização. Mas com certeza o registro será feito e o conserto assim que possível”, aponta Leandro.