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Ingrid Silva elogia Santa Cruz

Divulgação/RJ

Ingrid: “Foco é muito importante para seguir carreira como bailarina”

Vagner Cerentini

Em entrevista ao Riovale Jornal, a bailarina Ingrid Silva falou um pouco sobre sua vida, como se interessou pela dança, como foi sua adaptação nos Estados Unidos e o que achou da cidade de Santa Cruz do Sul. Na Capital do Tabaco, a carioca Ingrid ministra oficinas nesta semana. As atividades acontecem na Ballance Escola de Balé.

Riovale Jornal – Como você se interessou pela dança?
Ingrid – Comecei na natação com três anos porque tinha bronquite e também praticava outros esportes. Quando fiz oito anos, minha mãe perguntou se eu queria entrar para o balé, e eu achei a ideia legal. No período dos oito aos 13 anos praticava mais por atividade, não era o sonho meu como profissão, na realidade eu queria ser médica. Com 13 anos foi quando eu realmente me interessei pelo balé, porque vi todos meus amigos ganharem bolsas para irem a outros lugares, e decidi realmente que eu queria seguir carreira.

RJ – Como aconteceu a sua ida para os EUA?
Ingrid – Eu comecei a dançar balé num projeto chamado “Dançando para não dançar”, na comunidade da Mangueira, no Rio de Janeiro. A diretora do projeto trouxe uma bailarina que dança na companhia que eu danço agora, a Dance Theatre of Harlem, para dar uma aula. A diretora gostou de mim e sugeriu que eu mandasse um vídeo para a Companhia. Aí gravamos e mandamos o vídeo em 2007, e fomos até lá para fazer o curso de verão, que tinha duração de um mês, e então eles tiveram a oportunidade me ver dançando. Depois desse período eu voltei para o Rio, troquei de visto e aí foi quando eu voltei para lá de novo.

RJ – Por que você decidiu oferecer as oficinas em Santa Cruz?
Ingrid – Na verdade eu fiz esse mesmo projeto que é a “Ingrid Silva Workshop Brasil”. Neste projeto, dei aula no Rio de Janeiro para 20 escolas diferentes. Algumas das escolas tinham pessoas que estudaram comigo na faculdade, mas no início, quando eu decidi dar as aulas, não era nada pensado no sentido de querer me tornar uma professora, foi mais por diversão e para passar o conhecimento que eu tenho de lá, para aqui. E a ideia de dar aula aqui veio também do fator: “Se eu estou vindo para uma cidade como Santa Cruz, por que não também querer ensinar, já que eu ofereci no Rio?”. Algumas escolas entraram em contato comigo e eu também mandei e-mail dizendo que estava indo para Santa Cruz, e que se alguém tivesse algum interesse me retornassem a mensagem. E foi o que aconteceu com a Juliana, professora e diretora da Ballance Escola de Balé. Eu também dei aula semana passada no Colégio Mauá, para a turma de ginástica rítmica, e essa semana o Workshop vai ser na escola da Juliana durante três dias.

RJ – O que achou da cidade de Santa Cruz do Sul? 
Ingrid – Estou gostando bastante, tem uma diferença muito grande do Rio de Janeiro e Nova Iorque. Lá é muito mais movimentado, tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Aqui é bem mais calmo, tudo no lugar, é uma grande diferença. Estou gostando do clima, das pessoas, o local é muito bonito, já passeei em vários lugares e pontos turísticos.

RJ – Quais as características que uma pessoa precisa ter para seguir carreira como bailarina?
Ingrid  – O balé é uma combinação de várias coisas, por exemplo, tem que ter talento, força de vontade, estar sempre atento porque balé é muito difícil e não é para todo mundo. Sua vida muda, sua rotina muda, alimentação. É um esforço tanto físico quanto mental, foco é muito importante para seguir carreira como bailarina.

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Ingrid disse ainda que a equipe dela ensaia de segunda a sexta, e às vezes também em sábado, das 10h da manhã às 19h com uma hora de intervalo, e que tem 20 balés no repertório da Companhia.