Alexandre Lops/Inter

Em 2003, o Internacional era eliminado da Copa do Brasil em pleno Beira-Rio pelo Clube do Remo. Em 2014, o Inter faz 6 a 1 sobre o time de Belém e liquida a primeira fase da Copa nacional no primeiro jogo. A classificação ocorreu lá em Belém. Melhorou ou não? Claro que sim. Principalmente porque, em 2003, o Colorado começava humildemente a construir o prestígio que possui em tempos atuais. O Inter não brilhava desde a década de 70 e vivia o grande drama da sua história: não tinha nem Libertadores nem Mundial, enquanto o “tradicional adversário” vinha de duas décadas empilhando títulos, entre eles… Duas Libertadores e um Mundial.
Em 2003, Muricy Ramalho treinava o Inter pela primeira vez e ajudava a colocar as coisas em seu lugar. Naquele ano, o clube ambicionava retornar a uma Copa Libertadores e fracassou copiosamente ao ser goleado pelo São Caetano (5 a 0) na última rodada do Campeonato Brasileiro. Em 2005, na segunda passagem de Muricy, o Inter atingiu o objetivo: retornar à Libertadores depois de 13 anos. Em 2006, viria Abel Braga (que nesta quarta sofreu como só ele e como sempre ele sofre, apesar dos 6 a 1). Em 2006, tudo mudou. O futebol gaúcho viveria, a partir dali, uma etapa nova e de equidade nas relações da dupla Gre-Nal e seus torcedores.
Em 2014, quantas camisetas vermelhas na rua, não? Quanto fanatismo e orgulho, não? Fanatismo que leva à indignação por ficar dois anos afastado da Libertadores. Dois anos só! Fanatismo e indignação por ficar quatro anos sem um título de Libertadores? Ah, “muito tempo sem conquistar um título nacional”… O grande problema do Inter eram a Libertadores e o Mundial. O problema já acabou. A história já é outra. Voltem a 2003 e sintam tudo aquilo de novo, e se sentirão melhores por tudo o que aconteceu depois. (Nelson Treglia)














