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Lula depoe novamente ao juiz Sérgio Moro

Ex-presidente Lula acusou Palocci de inventar frases de efeito durante o depoimento

 

O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva deu novo depoimento em Curitiba na tarde de quarta-feira, 13, ao juiz Sérgio Moro.

O advogado de defesa de Lula criticou as perguntas realizadas pelo magistrado e por integrantes do Ministério Público. Segundo Cristiano Zanin Martins, os inquisidores não se ativeram à questão central da ação penal.

Zanin disse que o ponto principal seriam oito contratos firmados pela Petrobrás e consórcios que envolvem a Odebrecht. Os contratos teriam gerado valores indevidos, que teriam sido utilizados na compra de dois imóveis, fato negado pela defesa.

“É preciso que haja a demonstração que esses contratos serviram para beneficiar o presidente Lula, mas essa prova não existe, não foi feita pelo Ministério Público. Nós pedimos ao juiz uma perícia desses contratos, só que essa perícia foi negada, porque tanto o juiz quanto o Ministério Público sabem que nenhum valor proveniente desses contratos da Petrobras ou da Odebrecht foram dirigidos ao presidente Lula”, observou nesta quinta o advogado de Lula.

O MPF acusa o líder petista e pré-candidato à presidência em 2018 pelo Partido dos Trabalhadores (PT), de receber um terreno e um apartamento em São Bernardo do Campo-SP.

“Como não há qualquer elemento que mostre algo em relação à isso, essas discussões periféricas só tem um objetivo, que é o de lançar manchetes em jornais e promover discussões com o objetivo de deslegitimar o ex-presidente Lula”, concluiu.

No depoimento, Lula negou as acusações do ex-ministro Antonio Palocci, que acusou o ex-presidente de ter recebido R$ 300 milhões em propinas, e também a ex-presidente Dilma Roussef, dizendo que ela tinha conhecimento do esquema. Palocci foi ouvido na ação que investiga o recebimento de dois imóveis por parte de Lula, no valor total de R$ 13 milhões.

Ao juiz Moro, Lula afirmou que Palocci não era tesoureiro do partido e nunca tratava de dinheiro, nem tinha autorização para fazer qualquer contato em nome dele. O líder petista disse que nada do que Palocci afirmou seria verdade, e que seu ex-ministro pretendia apenas receber os benefícios da delação, entre eles, o desbloqueio de suas conts bancárias.