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Mais ciclovias para a comunidade em breve

LUANA CIECELSKI
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Esclarecendo dúvidas técnicas de colegas sobre projetos que estão sendo desenvolvidos pela prefeitura e auxiliando aqui e ali colegas de profissão. Assim o Secretário Municipal de Obras de Santa Cruz do Sul, Leandro Kroth, atendeu ao Riovale Jornal na manhã da última sexta-feira, 10 de fevereiro. Diplomado na Engenharia Civil pelo Centro Tecnológico da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo, em 1986 e Mestre em Engenharia Civil e Ambiental (2012), ele é funcionário da Prefeitura de Santa Cruz do Sul desde 1988, e por isso, pode falar como ninguém sobre a Secretaria de Obras, os trabalhos que devem ser desenvolvidos em 2017 e os desafios que virão pela frente. 

Secret‡rio Leandro Kroth:

ENTREVISTA

Riovale Jornal: Eu queria começar sabendo de ti como tu recebeu a notícia que ia ficar na secretaria. Foi uma surpresa ou isso já era esperado? 

Leandro Kroth: Sempre é uma surpresa, né? Eu assumi no dia 25 de agosto, no ano passado, e procurei desempenhar da melhor forma possível as atividades aqui na secretaria, dando sequência naquilo que eu já estava fazendo como engenheiro da prefeitura, mas ainda assim é uma surpresa. Eu inclusive acho que tenho uma vantagem em relação aos demais secretários que atuaram aqui na secretaria antes de mim, porque nenhum deles tinha a formação de engenheiro, como é meu caso. Além disso, eu estar há mais de 28 anos trabalhando dentro da prefeitura, e ter passado por seis secretarias, me dá uma experiência pra administrar e tocar o serviço. Sei onde estão os gargalos das secretarias, onde tranca, onde precisa empenho maior para que a coisa flua, então isso tudo facilita, me ajuda muito na administração. Mas ainda assim foi uma surpresa o convite para permanecer. Eu inclusive sempre externo o meu agradecimento ao prefeito Telmo Kirst pelo convite para continuar á frente da secretaria. 

Riovale Jornal: A Secretaria de Obras tem um orçamento de R$ 25,6 milhões. Como será gasto esse valor? 

Leandro Kroth: Esse orçamento, na verdade, está em aberto. Nós teremos que fazer alguns ajustes. Há obras, como o asfaltamento do Centro que corresponde ao orçamento deste ano, nos R$ 25 milhões, então, na realidade, os R$ 25 milhões não correspondem ao orçamento real. Eu tenho que descontar R$ 9 milhões mais ou menos, o que me deixa com cerca de R$ 17 milhões. Além disso, algumas das nossas fichas estão com valor que não correspondem à realidade. Eu tenho uma ficha de material permanente, por exemplo, que me permite gastar R$ 1 mil durante o ano. Esse material permanente corresponde, por exemplo, a um ar condicionado. Esse valor já não daria. Uma furadeira, uma betoneira, um compactador, nada disso eu poderia adquirir para equipar a secretaria. E eu não posso mandar uma equipe para resolver um problema sem os equipamentos. A solução seria o aluguel, mas eu preciso de dinheiro na ficha para pagar a locação desse instrumento. Esses ajustes serão necessários, portanto. Mas isso já foi conversado com o Prefeito, e já temos uma reunião marcada com o Secretário de Planejamento, para a próxima semana, e faremos esses ajustes. A partir disso poderemos planejar melhor como utilizaremos nossos recursos. 

Riovale Jornal: Ter que trabalhar com um valor limitado também deve ser um grande desafio, não? Como tu fazes para administrar isso?

Leandro Kroth: Ah, é sim. Até porque a gente recebe diariamente demandas da comunidade e de outras secretarias, que também precisam do nosso serviço. E tudo isso vai sendo colocado em uma agenda. A gente tem uma espécie de programação. A gente procura utilizar os recursos da secretaria de uma forma organizada para poupar o máximo possível. Vou te dar um exemplo: se nós estamos atuando numa determinada região, a gente procura resolver todos os problemas daquele local, daquela região, daquele bairro, pra não ter que pular de local em local, pra não arrumar um pouco aqui, um pouco ali, pra não ter que atravessar a cidade para ir num outro bairro. Não! Utiliza-se o maquinário que está lá e depois parte para outro local, otimiza-se a utilização, porque do contrário são muitos custos para a secretaria. 

Riovale Jornal: E em relação a essas obras que devem ser feitas nos próximos meses. Qual tu achas que será mais desafiadora pra ti?

Leandro Kroth: Ah, é impossível falar apenas de uma. Nossos maiores desafios são dar continuidade às obras do Lago Dourado, a duplicação da BR-471 no trecho entre o Gaúcho Diesel e o Trevo do Bom Jesus – nós, eu equipe da Prefeitura, sob o comando do Prefeito estamos, inclusive, indo buscar os recursos federais que existem para fazer essa obra, através de projeto -, também teremos grandes desafios em relação aos trevos – estamos com um deles bem encaminhado junto ao DNIT em Porto Alegre que é aquele defronte à Phillip Morris na BR-471, no Distrito Industrial, que será mudado de trevo para rotatória porque ali acontece muito acidente com vítimas fatais e queremos que esse acidentes, se não deixarem de ocorrer, pelo menos se tornem menos graves. 

Além disso, temos o sistema binário no Arroio Grande, em frente ao Hospital Ana Nery, que vai trazer uma mobilidade urbana maior para o local, um fluxo mais fluente, sem congestionamentos. Vamos dar sequência também nos canteiros das esquinas, aqueles que tornam a travessia de pedestres mais segura. Queremos, inclusive levar isso para os bairros. Também as ciclovias serão ampliadas e estendidas. Temos um plano macro de atender outras ruas e dar sequência nesse trabalho. Também devem ser continuadas as obras no Acesso Grasel. O objetivo é tornar o local um primeiro cartão postal do município. Já na entrada dele. 

Riovale Jornal: Essas ciclovias possuem um local já definido?

Leandro Kroth: Hoje nós já temos definido na Rua Barão do Arroio Grande; na Avenida Castelo Branco, em ambos os lados; nós fizemos também na Rua Dona Carlota, num pequeno trecho que liga o bairro Santa Vitória ao Loteamento Beckemcamp e já fizemos na Avenida Paul Harris também. Depois nós queremos estender ela para a Assis Brasil, levando depois para a Rua Oscar Jost e também pela Avenida Independência até a Unisc. Na Rua Gaspar Bartholomay também já está previsto um trecho com ciclovia – ali, aliás, nós já iniciamos o trabalho de iluminação. São ruas onde já temos o asfaltamento e largura suficiente para fazer a implantação, cuidando sempre a questão da declividade, ou seja, ruas que são mais planas. 

Riovale Jornal: Falando sobre as pavimentações do Centro. Como está indo isso?

Leandro Kroth: A gente tem um investimento de mais de R$ 8 milhões. Em torno de 10 quilômetros de pavimentação no Centro. O primeiro módulo, financiado pelo BRDE, está em andamento. Algumas vias já foram inclusive concluídas. E agora temos o segundo módulo, que já foi licitado e que deve ser iniciado em breve. É o trecho que pega a Rua Thomaz Flores, a Rua do Moinho, a Rua Dona Cristina, uma parte da Rua Marechal Deodoro. Ele é financiado pela Caixa Econômica Federal. O primeiro tem ainda um prazo e oito meses, então vai terminar por agosto ou setembro deste ano. Lógico que é necessário observar a questão do clima. Mas o prazo é mais ou menos esse. 

Riovale Jornal: Para finalizar, tu comentaste que a questão econômica influencia muito no que pode e no que não pode ser feito pela prefeitura. Então eu quero saber: quais as tuas expectativas para 2017? 

Leandro Kroth: A gente sempre tem boa esperança de que as coisas melhorem, de que no segundo semestre a economia brasileira comece a reagir e ter resultados positivos. Consequentemente os municípios também terão um retorno financeiro maior e vai poder aplicar esses recursos em obras para a comunidade. Essa é a nossa esperança. Que possamos ter um retorno maior de impostos pra poder aplicar isso em saúde, educação, obras, saneamento. Assim a população vai ter esse resultados. Nós vamos procurar fazer o melhor possível sempre, dentro da nossa realidade, claro, atendendo as demandas, sempre priorizando o mais urgente para socorrer as necessidades e problemas da comunidade e também seguir com a nossa programação de obras, sempre melhorando, sempre buscando uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Isso já é retratado nas pesquisas. Nós somos uma das duas melhores cidades do Rio Grande do Sul em qualidade de vida. Só perdemos para Bento Gonçalves, se não me engano. Isso significa que a gente já tá trabalhando, fazendo a coisa certa e se a gente conseguir manter e melhorar ainda mais, quem sabe a gente não consiga conquistar o primeiro lugar?!