Alyne Motta
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Tradicional em Porto Alegre, os desfiles temáticos tomam conta dos Festejos Farroupilhas. A capital gaúcha recebe uma programação especial durante o mês de setembro, culminando com uma apresentação noturna sobre o temário estadual e o consolidado desfile de cavaleiros.
Este ano, os Festejos Farroupilhas vão abordar o tema “O Rio Grande do Sul no imaginário social”, trazendo para as ruas os contos, mitos e lendas, que passam de geração a geração. Os carros temáticos foram desenvolvidos pelo artista plástico e carnavalesco Silvio Oliveira.
OS CARROS
O primeiro carro que participa do desfile aborda o escritor e empresário “João Simões Lopes Neto”, representante literário do imaginário social do nosso estado. A lenda da cobra de fogo conhecida através de Simões Lopes Neto como “M Boitatá” é retratada no segundo carro.
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A figura do escritor João Simões Lopes Neto deve abrir o desfile
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A lenda do Boitatá, conhecida como cobra de fogo
O terceiro carro traz a lenda do “Negrinho do Pastoreio”, genuinamente rio-grandense, nascida da escravidão e refletindo o meio pastoril, o poder, e a religiosidade. Logo depois vem a lenda da “Salamanca do Jarau”, onde o sacristão dado às artes mágicas é envolvido pela tentação.
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Conhecida por muitos, a lenda do Negrinho do Pastoreio também é retratada
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Salamanca do Jarau
O “Mate do João Cardoso” é o quinto carro, sendo um dos mais populares contos, representa a sensibilidade e um regionalismo espontâneo como exímio contador de histórias. O conto “Trezentas Onças” também está presente no desfile, trazendo as histórias de Blau Nunes.
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Mate do João Cardoso
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Trezentas Onças
O sétimo carro do desfile traz dois mitos presentes no Rio Grande do Sul: o “lobisomem e a bruxa”, cujo fado é do sétimo filho homem ou da sétima filha de uma família. As “crendices e superstições” gaúchas, aquilo que se acredita e não teme, é sentimento de fé, convicção, simpatias, benzeduras.
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O lobisomem e a bruxa
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Crendices e superstições gaúchas são trazidas para o desfile
O desfile deve ser encerrado com o carro “Chasque do Imperador”, onde o personagem Blau Nunes narra os fatos de um ponto de vista muito próximo do soberano Dom Pedro II, daquele que se tornou seu ajudante, seu estafeta (Chasque), o qual não se achava apto ao servir.
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Chasque do Imperador














