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Desde a infância, a vontade de cuidar e ajudar outras pessoas já fazia parte da vida de Aimê Karnopp. Com o passar dos anos, esse sentimento encontrou na fisioterapia uma forma de se transformar em profissão e, principalmente, em uma maneira de contribuir para a qualidade de vida de seus pacientes.Fisioterapeuta e pós-graduada em Fisioterapia Gerontológica e Geriátrica, Aimê atende adultos e pessoas idosas na Clínica Benessere, na Rua Borges de Medeiros, 76, Centro em Santa Cruz do Sul, além de realizar atendimentos domiciliares.
Sua atuação envolve fisioterapia neurofuncional, reabilitação ortopédica e traumatológica e cuidados específicos voltados à população idosa. “Desde pequena eu gostava de cuidar das pessoas e encontrar maneiras de ajudar quem precisava. A fisioterapia acabou sendo uma forma de transformar esse desejo em uma profissão, unindo o conhecimento técnico ao cuidado com o ser humano”, destaca.
Na área neurofuncional, a profissional acompanha pacientes com diferentes condições, entre elas sequelas de acidente vascular cerebral (AVC), doença de Parkinson e outras doenças neurodegenerativas. O trabalho busca melhorar aspectos como mobilidade, equilíbrio, força muscular e funcionalidade, sempre considerando as condições e os objetivos de cada paciente.
Para Aimê, a evolução nem sempre está relacionada apenas a grandes mudanças. A recuperação de um movimento, a melhora no equilíbrio ou a possibilidade de voltar a realizar uma atividade cotidiana também representam conquistas importantes. “Cada conquista do paciente tem um significado. Às vezes, recuperar um movimento, voltar a caminhar com mais segurança ou conseguir realizar novamente uma atividade que fazia parte da rotina representa uma grande vitória”, ressalta.
ATENÇÃO À PESSOA IDOSA
O cuidado com a população idosa ocupa espaço importante na atuação da fisioterapeuta. Além da reabilitação, o trabalho envolve a prevenção de quedas e a manutenção da autonomia, buscando preservar a independência e a participação ativa do idoso nas atividades do dia a dia. Segundo Aimê, o atendimento precisa considerar mais do que a limitação física apresentada pelo paciente. “É importante enxergar cada pessoa por inteiro, conhecer sua história, suas dificuldades, suas possibilidades e aquilo que ela deseja conquistar. Por trás de cada atendimento existe uma pessoa, com uma trajetória e objetivos próprios”, explica.
Essa visão também está relacionada à trajetória de Aimê no voluntariado. Ela participou do LEO Clube, movimento de jovens ligado ao Lions Internacional, e atualmente é Companheira Leão do Lions Clube Santa Cruz do Sul Centro, mantendo o vínculo com ações voltadas ao serviço e à comunidade. Para ela, existe uma relação direta entre o voluntariado e a fisioterapia. Em ambos, o ponto de partida é olhar para o outro com atenção e compreender suas necessidades. “Vejo uma conexão muito forte entre o voluntariado e a fisioterapia. Nos dois casos, precisamos olhar para as pessoas, compreender suas necessidades e entender que pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença”, afirma.
CONHECIMENTO E SENSIBILIDADE
Na prática profissional, Aimê acredita que o conhecimento técnico precisa caminhar junto com a sensibilidade. O objetivo é oferecer um atendimento individualizado, respeitando os limites e as particularidades de cada pessoa. “Mais do que tratar uma limitação física, acredito que precisamos compreender quem está diante de nós. O cuidado acontece quando conseguimos unir conhecimento, escuta e sensibilidade”, enfatiza.
É nessa combinação entre técnica e acolhimento que a fisioterapeuta encontra o sentido de sua profissão. Para Aimê, cuidar de pessoas representa a continuidade de um propósito que começou ainda na infância e que hoje se manifesta diariamente em cada atendimento. “Mais do que uma profissão, a fisioterapia é uma maneira de colocar em prática algo que sempre esteve presente em mim: a vontade de cuidar, ajudar e fazer a diferença na vida das pessoas”, conclui.













