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Os números do crescimento

LUANA CIECELSKI
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O que diriam os colonizadores de Santa Cruz do Sul se eles tivessem a oportunidade de ver a cidade hoje? É difícil de prever, não? Se passaram 168 anos desde que eles coloram os pés por aqui e muitas coisas mudaram. Os tempos são outros, é inegável. Mas uma coisa é possível dizer: eles com certeza concordariam que a pequena vila, que na época pertencia ao município de Rio Pardo, cresceu. Cresceu muito. 

A começar pelo número de habitantes. No início eram 11 colonizadores e suas famílias. Hoje, de acordo com o IBGE são 127.429 mil pessoas residindo aqui, em famílias com uma média de quatro pessoas. Desse totoal, em 2010, cerca de 11% viviam na zona rural e 88% na zona urbana, 48,1% eram homens e 51,8% mulheres. Desses 100.109 estão aptos a votar em eleições e 65.975 estavam aptos a dirigir em 86 mil veículos próprios segundo dados de janeiro de 2017. 

Tendo sua força no setor fumageiro, a cidade também não poderia deixar de sediar algumas das maiores e mais importantes empresas do setor no mundo, como a Philip Morris Brasil, a Universal Leaf Tabacos e a Souza Cruz S/A, as três maiores empresas da cidade e algumas das que mais geram emprego e renda. Ainda em relação ao tabaco, temos por aqui, cerca de 3.611 produtores que juntos alcançam mias de 10.888 toneladas do produto e torna o município o 5º maior produtor do país. 

Mas nem só disso vive a cidade, é claro. Com a Oktoberfest que está chegando em sua 33ª edição, temos a maior festa Germânica do Estado, a segunda maior do Brasil e a terceira maior do mundo, uma festa que chega a receber 400 mil pessoas. Temos também o Encontro de Artes e Tradições Gaúchas (Enart), a Festa das Cucas, entre outras festas, além dos diversos pontos turísticos que estão abertos durante todo o ano. 

É daqui também a Metalúrgica Mor S.A., a Mércur S.A., a Xalingo S/A., a Excelsior, a Germani, a Imply entre outras. No total, são 587 lojas de comércio de vestuário, 71 de comércio de calçados, 244 bares e lancherias, 132 estabelecimentos para o comércio de eletrodomésticos, 61 farmácias e drogarias, 154 restaurantes, 56 postos de combustível, 27 agências bancárias, 43 supermercados, apenas para citar alguns dos negócios. 

Não à toa, a cidade vem aumentando gradativamente nos últimos anos seu índice de participação no retorno do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Nos dados divulgados nesse ano foi possível perceber, inclusive, que apenas três município têm crescimento previsto para 2018: Canoas, Rio Grande e Santa Cruz que passará – estima-se – de 1,45% para 1,54%. Isso só mostra que apesar da crise de âmbito nacional, a cidade vem se mantendo firme.
 
E nem falamos de educação, nem de saúde, nem entramos nos pormenores da cultura local que está constantemente em expansão, não falamos dos times locais de futebol, de futsal, de futebol americano, nem das equipes de vôlei, basquete, atletismo, patinação, ginástica. Nem entramos no assunto das outras produções agrícolas cultivadas por aqui. Mas poderíamos fazer isso ficar durante horas e horas discutindo o quanto a cidade cresceu. Talvez seja a força que os colonizadores deixaram como herança. É difícil saber. Mas foram eles que começaram. E os que vieram depois só seguiram seus passos. 

Fonte: Revista Santa Cruz em Números