LUANA CIECELSKI
[email protected]
Quem passou pela praça da Rua Alberto Pasqualine, nas proximidades do cruzamento com a Travessa Harmonia, na noite do último sábado, 30 de abril, com certeza se surpreendeu. Ali, durante toda a noite, foi realizado o primeiro piquenique noturno da cidade. A praça conhecida por ter sido adotada pela comunidade que mora no entorno, sediou o evento que também foi organizado pelos moradores do bairro Verena. Centenas de santa-cruzenses, que ficaram sabendo da atividade, principalmente via Facebook, apareceram para conferir.

Uma das coisas que chamava a atenção era a beleza da decoração. Com paletes e almofadas, foram montadas estruturas para as pessoas sentarem, além algumas tendas e tonéis onde pequenas fogueirinhas foram acessas. Acima das cabeças, vária luzinhas, que iluminavam o cenário. Tudo isso deu ao local um ar aconchegante. E o frio? Fora da praça fazia frio, sim. Cerca de 8 graus. Mas ali no meio das pessoas que se reuniam o calor humano reinava.
Outro detalhe chamativo era o cheirinho de comida. Dava pra sentir há algumas quadras de distância. É que como todo o bom piquenique, lanches não poderiam faltar, e no evento estavam presentes os carros de lanches do Waffler Burger e o Fritz Cachorro Quente. Enquanto conversavam, as pessoas também saboreavam algumas guloseimas.
Aliás, outro destaque desse evento era o som das vozes. Em um mundo cada vez mais tecnológico, algumas pessoas até se reuniam para tirar uma selfie aqui e ali, mas o som das vozes estava, de longe, mais alto do que o som dos disparos e as luzes de flash. Interação, risadas, rodas de chimarrão. Podia tudo. E tinha de tudo.

Em meio a tudo isso também tinha as crianças, cheias de roupa, brincando. Aliás, a festa também teve um espaço dedicado só pra elas. Além dos já tradicionais brinquedos que a praça oferece e dos instrumentos da academia ao ar livre, também instalada ali, havia cama elástica e perto dela uma fila de pequenos esperando sua vez de pular.
Mas não podemos esquecer os animais de estimação. Porque eles também foram convidados e se fizeram presentes. Aqui e ali, eles caminhavam junto de seus donos. Todos muito comportados, por sinal. Em nenhum momento se estranharam ou mostraram estar desconfortáveis. Pareciam saber que seus humanos estavam felizes e que eles não deveriam estragar aquilo tudo com pequenos desentendimentos de ordem canina. Comportaram-se todos direitinho.
E música também tinha, claro. Ao fundo das vozes era possível ouvi-la. Em parte da festa foi o som de uma caixa de som que deu um ritmo para festa. Em alguns locais, no entanto, timidamente, um ou outro arriscava umas notas num violão. Depois o palco livre foi aberto. Quem quisesse cantar, e embalar a conversa dos demais, era bem-vindo.

Para os que estavam presentes, o evento foi classificado como incomum, mas muito bem pensado. O que ouviu-se nas rodas de conversa é que esse tipo de atividade é bastante comum fora do Brasil, e em Porto Alegre tem acontecido com alguma frequência, e que se for realizado mais vezes em Santa Cruz do Sul, será muito bom. Foi o que comentou também a moradora do bairro Arroio Grande, Rosangela de Moraes, que foi convidada por um amigo para participar do piquenique. “Ficou muito lindo e aconchegante, e apesar do frio, as pessoas aderiram ao evento. Acho que isso acontece porque o espaço está sendo muito bem utilizado e porque as pessoas sentem falta de atividades como essa”, disse.














