Nesta semana iniciam as definições dos detalhes do Plano Safra estadual, que será anunciado até o final de junho. A Secretaria da Agricultura projeta que o volume a ser liberado para o ciclo 2017/2018 seja, pelo menos, igual ao do ano passado, de R$ 3 bilhões.
Como as linhas de crédito liberadas são as mesmas do Plano Safra nacional, o papel do pacote estadual seria o de dar maior capilaridade aos financiamentos, por meio dos bancos locais, Banrisul, BRDE e Badesul. Banrisul e Badesul não adiantam quanto será liberado para a safra 2017/2018, mas o BRDE pretende repetir os R$ 550 milhões ofertados no ano passado, o que pode indicar tendência a ser seguida pelas demais instituições.
Pelo menos três pontos deverão receber atenção especial: crédito para retenção de matrizes (principalmente de ovinos), e linhas para fomento do cultivo de oliveira e de noz-pecã, duas culturas com programas estaduais. O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva entende que, antes de liberar dinheiro para financiamentos, o Estado “tem de botar recursos nas duas secretarias voltadas ao setor primário (a da Agricultura e a do Desenvolvimento Rural)”:
“Se não colocar dinheiro nessas pastas, não adianta ter Plano Safra. Os programas para o produtor que existem são pequenos”, explicou Carlos. O dirigente cita, por exemplo, a dificuldade em receber os valores do Programa Troca-Troca de Milho, o governo subsidia 27% do preço de saca. E também lembra que houve o fim da gratuidade na vacinação dos animais contra a febre aftosa e da subvenção para os médios e grandes produtores no Mais Água, Mais Renda. O secretário do Desenvolvimento Rural em exercício, Iberê de Mesquita Orsi, garante que os repasses do programa Troca-Troca estão em dia. O que diminuiu, afirma, foi a demanda, “no ano passado, foram 210 mil sacas. Neste ano, 180 mil”, comentou. (Fonte: Zero Hora)














