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Primeira sessão exibe Cartola – Música para os olhos

Cartola - Música para os olhos será nesta terça

A primeira sessão do ano da Associação Amigos do Cinema ocorre nesta terça-feira, dia 26, às 20h, no Sindibancários. O longa exibido será Cartola – Música para os Olhos, documentário de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda, 2006, Brasil, 88 min. Após a exibição do filme, Tony Saad fará comentários sobre o filme, Cartola e o Samba. As sessões contam com o apoio de Sindibancários, Escritório Fuerstenau, Distaky Vídeo e Gráfica Colibri.  
A obra “Cartola – Música para os Olhos”, conta a vida do compositor narrando histórias do samba, do cinema e do país sob a ótica do fundador da Estação Primeira de Mangueira. A produção de R$ 1,2 milhão estreou após nove anos de trabalho e mostrou que não era só mais um documentário sobre a vida de um artista. Angenor de Oliveira nasceu no Catete e aos oito anos foi para Laranjeiras, bairro de classe média da zona sul do Rio. Seu avô foi cozinheiro de um presidente da República, Nilo Peçanha. Morto o avô, acabou-se a bonança e a família migrou para a incipiente favela da Mangueira, na zona norte. 
Em sintonia com a linguagem ousada, não há narrador em off ou legendas didáticas. Não se explica, por exemplo, o apelido Cartola, motivado pelo chapéu-coco que usava nos tempos de pedreiro. O espectador que souber muito pouco sobre o compositor pode engasgar em algumas partes, mas os capítulos principais da história estão no filme, inclusive sua relação com a Estação Primeira de Mangueira, escola de samba que fundou. 
Como quase não há imagens de sua infância, os diretores escolheram o menino Marcos Paulo da Silva Simião, morador da Mangueira, para representá-lo. No período em que Cartola sumiu do morro e do meio musical (fins dos 40/início dos 50), a tela fica preta, retratando a fase nebulosa. 
Já dos anos 70, quando o Cartola sessentão gravou seus primeiros discos e se tornou uma figura popular, há muitas e boas imagens. São dessa época seus sambas mais conhecidos: “As Rosas Não Falam”, “O Mundo É um Moinho”, “Acontece”. Fato raro em documentários, essas e as outras músicas são cantadas na íntegra.