
VAGNER CERENTINI
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Após três dias de paralizações que se iniciou na terça-feira desta semana, o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers) realizou nesta sexta-feira uma assembleia, no Gigantinho, em Porto Alegre. Na ocasião foi decidido que uma eventual greve será tomada apenas em abril.
A assembleia para definir os rumos da mobilização da categoria, continuou com a aprovação de outras reivindicações do movimento. Após o encontro, professores, funcionários de escolas e integrantes do Cpers seguiram em caminhada até o Palácio Piratini, com intenção de fazer a entrega da pauta com as reivindicações ao governador José Ivo Sartori.
Em âmbito geral foram feitos pedidos de melhorias no piso salarial e reposição salarial. Além destas reivindicações, a categoria pede pressão ao governo, com uma campanha “fora Vieira”, remetente ao secretário estadual de Educação Vieira da Cunha.
Já em Santa Cruz do Sul, na última terça-feira, foi entregue um documento a 6ª Coordenadoria Regional da Educação (6ª CRE) com quatro questões, sendo elas hora-aula, piso salarial, união de turmas e formação pedagógicas.
Conforme o Cpers, a adesão à greve realizada entre terça e quinta-feira foi de pelo menos 70% dos professores e funcionários de escolas em todo o Estado. Enquanto algumas escolas fecharam as portas no período, outras mantiveram funcionamento parcial. O sindicato não contabilizou o número de instituições de ensino ou de alunos afetados pela paralisação.
Em Santa Cruz
O coordenador da 6ª CRE, Luiz Ricardo Pinho de Moura, afirmou que todas as escolas da região estão trabalhando normalmente. “Não sei se a assembleia irá afetar diretamente nossas escolas, mas estamos orientando as que fizeram ou fizerem greve, que recuperem as horas perdidas”, disse o coordenador.
“Eles irão organizar uma agenda de greve. Não sabemos se as escolas daqui vão aderir”, comentou. “Na reunião que aconteceu ontem na Câmara de Vereadores, algumas reivindicações já foram tratadas, como calendário escolar, multisseriação, etc.”, revelou.
“Referente a multisseriação, todos os diretores de escolas foram orientados a enviar um documento até o 23 de março, e nós temos o compromisso de dar uma resposta até o dia 30 de março”, explicou Pinho.














