
Foto: Divulgação/Unisc
Fabrício Goulart
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A relação entre a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e o Riovale Jornal é histórica. Desde o início da instituição, o periódico é uma das entidades integrantes da Associação Pró-Ensino de Santa Cruz do Sul (Apesc), mantenedora, além da Unisc, do Hospital Santa Cruz (HSC), da Escola Educar-se e do Centro de Educação Profissional (CEP). A relação é marcada pelo compromisso com o desenvolvimento da educação e da comunidade regional.
Para o reitor, Rafael Frederico Henn, isso demonstra a importante presença da imprensa local no desenvolvimento da comunidade. “Não tem como separar a história da universidade com a história do jornal, com a história do município”, afirma.
Ao analisar a importância de uma imprensa regional forte, Henn chama atenção para uma característica que considera um diferencial: o conhecimento sobre o Vale do Rio Pardo e suas particularidades. Para ele, veículos de comunicação de fora podem ter dificuldades para compreender aspectos que fazem parte da identidade do município e da região. “Cada região, não só do Estado, do Brasil inteiro, tem as suas particularidades”, observa.
Como exemplo, cita a colonização alemã, marcante na formação de Santa Cruz do Sul. Na avaliação do professor, profissionais que vivem e trabalham na região têm melhores condições de compreender e traduzir essas características. “Uma imprensa local, no caso do Riovale Jornal, de estar aqui, nascer daqui e ser construída por profissionais daqui, é uma maravilhosa história”, afirma.
Nesse sentido, a imprensa local exerce uma função ainda mais relevante em períodos de crise. O reitor cita como exemplos a pandemia de Covid-19, que no Brasil começou em 2020, e as enchentes de 2024. Durante a pandemia, lembra Henn, a universidade e o hospital contribuíram com informações técnicas para os municípios da região, enquanto os meios de comunicação ajudavam a levar essas orientações à população. “O jornal foi muito importante naquela época, porque ajudava a divulgar e tranquilizar a população sobre como estava o andamento da pandemia, os riscos, formas de prevenção e cuidados”, recorda.
Cinco décadas
A proximidade com a universidade também aparece na relação entre o jornal e a formação de profissionais. Henn observa que jornalistas, publicitários, advogados, médicos e profissionais de outras áreas que passam pela universidade acabam, em diferentes momentos, tendo contato com o jornal. Para ele, essa circulação contribui tanto para a formação profissional quanto para o fortalecimento do próprio jornalismo regional.
Em um cenário marcado pela velocidade das redes sociais e pela disseminação de informações falsas, Henn considera que a credibilidade construída ao longo de décadas é um dos principais patrimônios de um veículo de comunicação. “Ninguém sobrevive 50 anos se não tem uma boa fonte de informação”, afirma.
Na avaliação do reitor, a existência de mecanismos de verificação é fundamental para que uma informação publicada tenha credibilidade. Ele recomenda que a população consulte veículos de comunicação confiáveis, especialmente em um ano eleitoral. “Não dá para confiar no que vem nas redes sociais”, diz. “Ter um veículo de comunicação confiável faz toda a diferença”, pontua, ao citar o Riovale Jornal.
O reitor defende que a população valorize as instituições e os meios de comunicação locais, justamente pela relação construída com a comunidade ao longo do tempo. “É confiar, primeiro, em instituições locais, consumir produtos locais, consumir o meio de comunicação local”, diz.
Ao completar cinco décadas, Henn entende que o Riovale carrega justamente um dos atributos mais importantes para uma instituição de comunicação: a credibilidade. “Chegar a 50 anos é credibilidade. Não é qualquer instituição, não só falando de comunicação, no Brasil inteiro, que consegue ter uma história de 50 anos”, finaliza.













