Nesta quinta-feira, 14 de fevereiro, aconteceu o seminário Educação e Computação – preocupação com o nosso amanhã, no Auditório da Associação de Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul (Assemp). A iniciativa contou com dois palestrantes, a professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Leila Ribeiro, e o superintendente Regional do Serviço Social da Indústria (Sesi), Juliano Colombo. O evento é uma promoção da Assemp, Ascnor, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação dos Vales do Rio Pardo e Taquari (ATIVales) e COMCITI.
“Esse evento está dando atenção a um tema recorrente: que ensino estamos repassando aos nossos estudantes? Que preparação estamos dando para as futuras profissões?. Queremos conscientizar empresários e gestores públicos sobre o futuro da educação básica”, explica o presidente do COMCITI, vice-presidente da Assemp e coordenador do Fórum de Tecnologia e Inovação da Ascnor, Eduardo Kroth, quando fala dos objetivos do seminário. Ele salientou que “é preciso conscientização de todas as entidades do município para poder avançar e recuperar o tempo atrasado. Esse seminário deveria ter sido feito lá em 2010, essa discussão já deveria ter sido feita, mas então agora trouxemos ela para dar força a implantação da computação na educação básica”.
Segundo Leila Ribeiro, “a questão principal é que hoje a computação faz parte da vida de todo mundo”. Seja pela interface do Whatsapp, redes sociais, mesmo celular, hoje a geladeira tem processador, o rádio também. “Então se a gente não ensinar as pessoas a entenderem e a lidarem com isso, cada vez mais os cidadãos vão ficar a margem do mercado de trabalho, mas principalmente na sua vida, no dia-a-dia. Porque uma coisa é só usar e outra é entender o que está usando. A outra questão da computação é que ela ensina a pensar, ensina a resolver problemas, e ser melhor não só na área de computação, mas em todas as áreas. Tem uma série de estudos que mostra que nas escolas que ensinam computação os alunos vão muito melhor em matemática, em filosofia, em português. É realmente pra vida e não só para quem quer seguir uma carreira na área de exatas”, explicou.
Ela também comentou que existe uma série de conceitos/fundamentos que precisam ser ensinados e isso foi definido nas diretrizes para o ensino de computação na educação básica. “Sabendo isso, o professor pode trabalhar de diversas formas. O primeiro passo que foi definir as habilidades e competências, e que era o mais difícil, já foi dado. E agora tem que capacitar os professores, não é trivial, mas é complicado. Já tivemos várias discussões com o pessoal do Ministério da Educação (MEC). Inclusive o Conselho Nacional de Educação está com as Diretrizes e disseram que podem baixar uma norma a qualquer momento, só que eles precisam da aprovação do MEC e essa aprovação só vem se existir viabilidade de se implantar isso”, salientou. Agora é preciso buscar formas para implementar, “porque não adianta eles dizerem que é obrigatório se não existem as condições. Então precisamos encontrar essas formas de viabilizar tanto em municípios, Estado e país pra implantar a computação, porque é extremamente necessário pra vida das pessoas, quem não sabe computação, já não consegue um trabalho”, finalizou.
PALESTRANTES
Leila Ribeiro possui graduação em Ciências da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), mestrado em Ciências da Computação pela Ufrgs e doutorado em Informática pela Universidade Técnica de Berlim. Atualmente é professora titular da Ufrgs, e membro do IFIP TC1 (Foundations of Computer Science) e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), onde também é diretora de Ensino de Computação na Educação Básica.
Já Juliano Colombo é Bacharel em Ciências Contábeis, com Pós-Graduação em Gestão Empresarial, MBA em Marketing Estratégico e MBA em Finanças, Controladoria e Auditoria. Funcionário do Serviço Social da Indústria (Sesi) no Rio Grande do Sul há mais de 22 anos, ele exerce, desde 2015, a função de Superintendente Regional, tendo vasta experiência na implantação e gestão de projetos nas áreas de Educação e Saúde no trabalho.














