
Sara Rohde
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A sexta-feira, 22, foi marcada pelo Dia Nacional de Lutas, Protestos e Paralisações contra a Reforma da Previdência. As manifestações ocorreram em todo o país e em Santa Cruz do Sul não foi diferente. Em frente à Praça Siegfried Heuser, na parte da manhã, aproximadamente mil pessoas, conforme um dos organizadores, se reuniram e protestaram contra a mudança.
Participaram da mobilização mais de vinte entidades, como o Sindicato dos Comerciários, União dos Estudantes de Santa Cruz do Sul (Uesc), Movimento Mulheres em Luta (MML), CSP Conlutas, Centro dos Professores Estaduais do RS (Cepers), Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro), Central dos Sindicatos Brasileiros e Central Única dos Trabalhadores (CUT), além de estudantes e trabalhadores em geral.
Conforme a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Susana Gaab, o ato é a exigência de garantir os direitos dos trabalhadores, “é uma luta de todos os jovens, pois vai ser difícil se aposentar. Sabemos que de tempos em tempos é feita uma reforma, mas isso não é uma reforma, e sim, um desmonte da previdência que atinge a todos, principalmente as mulheres que trabalharão até o fim de suas vidas. Todos têm o direito de viver depois de trabalhar por tantos anos”, frisou.
A professora aposentada, Tânia Maria Coletto da Silva, não cansa de lutar pelos direitos de todos os brasileiros e se preocupa com a reforma da previdência. “é fundamental exigirmos e lutarmos pelos nossos direitos. Mesmo estando aposentada continuo participando juntamente do Cepers, continuo nas lutas e fico sempre atenta ao que está acontecendo, mas, o que mais me deixa indignada é que as pessoas não têm conhecimento e não estão cientes da gravidade da reforma”.
Os participantes seguiram pelas ruas com faixas e cartazes em direção à Praça Getúlio Vargas onde foram realizadas intervenções artísticas e falas.














