Rosibel Fagundes
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O ato público realizado nesta sexta-feira em todo o país promete chamar a atenção do governo contra o fim da Previdência Pública, em defesa da Educação e por mais empregos. Em Santa Cruz do Sul, o ato é organizado pelo Comitê Contra o Fim da Previdência Pública do Vale do Rio Pardo, e a programação inicia às 8 horas, na Praça Getúlio Vargas, no centro. Após, os manifestantes seguem em caminhada, ainda sem percurso definido. A expectativa de acordo com o presidente do Sindicato dos Comerciários de Santa Cruz, Afonso Schwengber, é reunir um grande número de pessoas. “As centrais sindicais e trabalhadores de diversas categorias estão sendo convocadas. Tivemos ainda uma assembleia nesta quinta-feira com o Sindilojas que aprovaram a adesão a greve. Os empresários nos garantiram que nenhum funcionário irá sofrer qualquer tipo de retaliação por participar da manifestação. É um direito do trabalhador. Estamos contando também com a presença de um grande número de trabalhadores que virão de Rio Pardo, Venâncio Aires, Vera Cruz e toda a região. Acho que trabalhadores tem que vir, a participação deles é necessária”, afirmou o líder sindical. Ainda de acordo com ele, o principal objetivo é protestar contra o fim da Previdência Pública, chamada de Nova Previdência, “e claro, queremos também investimentos nas áreas da educação e saúde, que tem carências. Os professores, por exemplo, estão com os salários defasados. Nossos motivos para protestar são vários!”.
O atendimento nas escolas das redes estadual, municipal e privada de educação também estará comprometido durante esta sexta-feira. Segundo a diretora do 18º núcleo do Cpers/Sindicato, Cira Kaufmann diversos professores já confirmaram a presença no evento. Muitas escolas vão estar durante todo o dia como é o caso das escolas Estado de Goiás, Willy Carlos Frohlich ( Polivalente), Nossa Senhora do Rosário, Felippe Jacobs , Bruno Agnes e Nossa Senhora da Esperança. Até o fim da tarde desta quinta-feira, apenas a Ernesto Alves de Oliveira havia confirmado o atendimento parcial. Segundo Cira, a orientação do Cpers/Sindicato é de que todos participem da manifestação. “A luta contra a Reforma da Previdência atinge o professor, o funcionário público, o bancário, os comerciários enfim, atinge todos os trabalhadores. Os únicos que não são atingidos são os militares. Então nossa orientação é de que os pais que desejam se aposentar ou quem quer que um dia seus filhos se aposentem, que não levem seus filhos para a escola neste dia e que fortaleçam esta manifestação”. A secretaria municipal de Educação declarou que apesar de alguns professores e funcionários aderirem ao ato público, o atendimento em todas as escolas de educação infantil e de ensino fundamental será mantido normalmente.
Alguns serviços em função da greve também tendem a ser prejudicados na manhã de sexta-feira, é o caso das agências bancárias. O Sindicato dos Bancários de Santa Cruz do Sul e Região (Sindibancários) já confirmou a participação na greve. A categoria dos policiais civis que também será atingida com as novas regras de aposentadoria deverá participar. No entanto, o representante do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Polícia Civil (Ugeirm) na região, Orlando Brito de Campos Júnior, afirmou que os atendimentos nas delegacias irão funcionar normalmente. “Apoiamos a greve, mas nosso trabalho não pode parar”.
FEDERASUL E ACI SÃO CONTRÁRIAS À GREVE GERAL
A Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) e a Associação Comercial e Industrial de Santa Cruz do Sul (ACI) lançaram nesta quinta-feira um movimento contrário à Greve Geral, o Avança Brasil! – Trabalho, Produção e Desenvolvimento – Sim às reformas, Não às paralisações. Conforme o presidente da ACI, Lucas Rubinger, a intenção é pedir para que as empresas não parem de trabalhar e que os funcionários não participem da greve. “Sabemos que a reforma trabalhista não é perfeita, mas é a única coisa que pode ser feita neste momento. E nós como ACI estamos cientes disso”.














