LUANA CIECELSKI
[email protected]
Conhecido como Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Cruz do Sul, ou apenas como STR, a entidade passou recentemente por uma mudança em seu estatuto que alterou também sua representatividade dentro do setor. Ele, que antes agregava tanto trabalhadores rurais quanto assalariados agora representa apenas os trabalhadores agricultores familiares de Santa Cruz, Sinimbu, Vale do Sol e Herveiras. Houve, em função disso, também uma mudança no seu nome, que passa a ser Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares.
O processo de transformação vem ocorrendo desde novembro do ano passado, de acordo com o diretor financeiro do sindicato, Sérgio Luiz Reis. O principal motivo para que isso acontecesse, foi uma alteração feita ainda em 2015 no estatuto da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RS (Fetag), ao qual o sindicato de Santa Cruz do Sul é filiado. “Já havia um questionamento nesse sentido há algum tempo e no ano passado, depois que a Fetag definiu essa separação em seu estatuto, achamos que ela deveria acontecer aqui também”, conta.
Na prática, de acordo com Sérgio, na região não mudam muitas coisas. “O sindicato daqui quase não tinha associados que fossem assalariados”, conta. Porém, aqueles que se enquadram nessa categoria não deixaram de estar representados. “Foi criada em 2015 uma federação para os trabalhadores assalariados, e ela que os representa agora. Em breve também deverão ser criados sindicatos exclusivos para a categoria”, aponta Reis.
FETAR
A federação em questão é a Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais do Rio Grande do Sul (Fetar – RS). Ela foi criada em 27 de novembro de 2015 e nasceu a partir da união dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Bagé, Vacaria, São Borja, Arroio Grande, Santa Vitória do Palmar, Itaqui, Santana do Livramento e Uruguaiana, que buscavam uma atenção maior para essa subclasse de trabalhadores assalariados dentro do grupo de trabalhadores rurais.
Atualmente ela é presidida por Nelson Wild, de Bagé e tem como vice-presidente Sérgio Poletto de Vacaria. Uma de suas principais finalidades é dar suporte nas negociações de Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho, o que propicia melhores salários, condições de trabalho, saúde, segurança, alojamento, transporte, enfim, o cumprimento da legislação trabalhista e previdenciária.
Estipula-se que cerca de 200 mil pessoas possam se enquadrar dentro da categoria assalariados dentro do Rio Grande do Sul. Até o momento, seis sindicatos voltados para os assalariados, filiados à Fetar, estão em atividade.
A sede da Fetar-RS está localizada em Porto Alegre, na Rua Voluntários da Pátria, 595, 12º andar. Mais informações podem ser conseguidas no site fetar-rs.org.br.
QUEM É O ASSALARIADO RURAL?
É o trabalhador que vende sua força braçal aos empreendedores do agronegócio, quer na agricultura, na pecuária, na silvicultura, nos hortifrutigranjeiros, na pesca artesanal, no setor florestal, além de todos aqueles que trabalham em prédio rústico ou desenvolvem suas atividades em agroindústrias no meio rural, seja por tempo indeterminado, diarista, mensalista, etc.
NOVA LOGOMARCA
A alteração no estatuto da Fetag-RS, que causou uma alteração no estatuto, na representatividade e no nome do sindicato local também proporcionou uma atualização na logomarca do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares. “Na assembleia em que votamos a mudança no estatuto, também resolvemos mudar a nossa logo. Ela segue também um novo modelo da Fetag, que já vem sendo utilizado por diversos sindicatos filiados a ela há algum tempo. Santa Cruz estava até um pouco atrasada nesse sentido”, explica Sérgio.
A logo, em tons de verde representa uma planta, a produção agrícola. Em torno do símbolo também estão os dizeres “Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares”, destacando a nova representatividade do sindicato e os municípios abrangidos por ele: Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale do Sol e Herveiras.















