Cristiano Silva
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Rolf Steinhaus
Grupo, que conta com cerca de 20 participantes, visita lares santa-cruzenses desde 1961
Trazido para o Brasil ainda nos primórdios da formação da identidade cultural nacional, ainda hoje o Terno de Reis mantém-se vivo nas manifestações folclóricas de muitas regiões do país fazendo parte do ciclo natalino, anualmente realizado entre 24 de dezembro e 6 de janeiro, quando se realizam as comemorações do nascimento de Jesus com várias festividades ou festejos populares.
Na cultura tradicional brasileira, essa tradição – que chegou ao Brasil por intermédio dos portugueses ainda no período da colonização – é comemorada por grupos que visitam as casas tocando músicas alegres em louvor aos “Santos Reis” e ao nascimento de Cristo, e se estendem até a data consagrada aos Reis Magos, 6 de janeiro.
Essa tradição, originária da Espanha, ganhou força especialmente no século 19 e mantém-se viva em muitas regiões do país, não sendo diferente por aqui.
Em Santa Cruz do Sul, um grupo de Terno de Reis mantém esta tradição desde 1961. Trata-se do Terno de Reis do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Lanceiros de Santa Cruz, que há mais de 50 anos leva a cultura e a tradição gaúcha aos lares dos santa-cruzenses entre os dias 26 de dezembro e 06 de janeiro.
“Uma média de 15 a 20 pessoas participa do nosso Terno de Reis. Visitamos amigos, sócios e entidades, onde já temos uma escala certa. Saímos por volta das 20h30 do CTG Lanceiros e visitamos as casas e lares santa-cruzenses até por volta da meia noite” revela a 1ª capaz do CTG Lanceiros de Santa Cruz, Leila Figueiredo. O grupo conta com cantores, gaiteiros e violinistas, e alguns instrumentistas tocam no grupo há muito tempo, como o caso de Roni Ferreira. “Toco neste grupo há cerca de oito anos, com muito orgulho”.
Ainda segundo Leila Figueiredo, a abrangência do Terno de Reis é quase completa em se tratando dos bairros de Santa Cruz e a aceitação é grande. “As pessoas que são visitadas sempre nos esperam e ficam muito felizes. Elas gostam que entramos dentro da suas casas, às vezes nos oferecem comes e bebes. Mesmo não sendo obrigatório, quem quer também contribui em valor, que depois é revertido em benfeitorias para a entidade”.














