
Rosibel Fagundes
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Um lixão a céu aberto que se renova a cada dia pode ser conferido por quem utiliza uma rua não asfaltada próxima a Avenida Rudi Falk, principal acesso ao Parque de Eventos de Santa Cruz do Sul. O terreno que é de propriedade da Prefeitura de Santa Cruz está sendo utilizado para descarte irregular de lixo, e se não bastasse, os entulhos invadem parte da estrada que liga Santa Cruz do Sul a Vera Cruz pela ERS-412. Nos últimos dias, uma imagem do local circulou nas redes sociais alertando sobre o caos e gerando críticas. A postagem que chegou a comparar o lugar com o Iraque ou a Venezuela, foi compartilhada por diversos internautas.
Entre o acúmulo de materiais espalhados estavam móveis, colchões, tubos de imagem de televisores, materiais de construção, plásticos entre outros objetos. A situação foi conferida na manhã da última quarta-feira, 6, pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Saneamento e Sustentabilidade, Raul Fritsch. No mesmo dia, uma equipe da Central de Serviços da Prefeitura fez a limpeza da área. Conforme Raul Fritsch, medidas mais drásticas devem ser tomadas para inibir a ação destas pessoas. “O local já vem sendo monitorado, mas as pessoas burlam a fiscalização. Estamos agora estudando o que fazer de mais eficiente para impedir o descarte incorreto”.
Uma força tarefa com outras secretarias foi montada e estuda alternativas. O secretário, não descartou a possibilidade da instalação de uma câmera de monitoramento no local, e a recolocação da cerca no entorno da área, que foi arrancada e roubada. Fritsch lamentou a situação e afirmou, “a área foi idealizada para ser um aterro de resíduos vegetais. Neste local é permitido somente a colocação de galhos e resíduos de podas e vegetação, matéria orgânica que logo se decompõe. Não é para ser utilizado como descarte de lixo. Ao fazer esta ação, estas pessoas estão cometendo um crime ambiental,” concluiu o secretário.
A multa para este tipo de crime caso o autor seja identificado varia entre R$5 mil e R$50 milhões. Além deste local, Fritsch destacou que a secretaria já identificou pelo menos outros vinte pontos no município que são utilizados para o descarte irregular.
Destino correto
Papel, papelão, garrafas pet, metal e outros objetos reciclados – devem ser selecionados do lixo orgânico e repassados a coleta seletiva.
Podas e galhos – podem ser levados ao aterro vegetal da Prefeitura, localizado no Parque de Eventos. No entanto, o descarte necessita de uma solicitação prévia junto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O telefone para contato é (51) 3713-8242.
Eletroeletrônicos, pneus, pilhas e baterias – podem ser levados à Central de Recebimento de Pneumáticos e Eletrônicos (CREPEL). O local funciona na Rua 28 de Setembro, 1707, bairro Goiás. O atendimento é das 7h45 às 11h45 e das 13hs às 17 horas.
Cartuchos e lâmpadas – se enquadram no processo da logística reversa, instituído pela Política Nacional de Resíduos Sólidos e que responsabiliza as empresas e estabelece uma integração de municípios na gestão do lixo. Portanto, estes materiais podem ser descartados no próprio estabelecimento onde foi adquirido.
Frascos e cartelas de remédios – podem ser descartados nos coletores ecológicos disponíveis nas unidades da Unimed VTRP em Santa Cruz do Sul e em postos de saúde e farmácias.
Materiais de construção e móveis deteriorados – são de responsabilidade do morador, que deverá contratar um papa entulho licenciado para fazer a retirada do material do local.
Móveis, eletrodomésticos e roupas em bom estado de conservação – podem ser doados à Secretaria Municipal de Políticas Públicas que os encaminhará a famílias necessitadas. O contato da secretaria é o (51) 3715 1895.
Óleo de cozinha – A doação pode ser feita ao Hospital Santa Cruz, que repassa à Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), e em troca recebe utensílios de cozinha. Por mês, são doados, em média, 80 litros. A doação também pode ser feita a outras entidades e instituições de ensino que também dispõem de coletores e, é beneficiada com produtos.














