
Sara Rohde
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Nessa quarta-feira, 12, teve exibição e estreia nacional do filme O Avental Rosa. A obra dirigida por Jayme Monjardim foi lançada em Santa Cruz do Sul, cidade escolhida pelo diretor devido ele encontrar pessoas que se dedicam a quem precisa sem cobrar nada em troca.
E quem fez a frente em ações do bem foi um grupo voluntário de profissionais ligados às áreas da comunicação e às causas sociais da região. Formado através de uma parceria entre a Relações Públicas e Coordenadora de Comunicação e Projetos da APAE, Michele Amador e o diretor Monjardim, o grupo realizou ações em prol do voluntariado. Em agosto deste ano, durante o 46º Festival de Cinema de Gramado, os voluntários, vestidos com aventais rosa, entregaram nas mãos do diretor ideias para a campanha e distribuíram marcadores de página com mensagens alusivas ao voluntariado.
Durante coletiva de imprensa, realizada no Shopping Santa Cruz antes da exibição do longa, o diretor contou de onde surgiu a ideia de escrever o filme e deu detalhes da construção da história.
Um dos objetivos do diretor é transformar O Avental Rosa em um símbolo de ajuda voluntária e criar uma logo marca com a imagem de um avental, e assim, espalhar aos voluntários do Brasil e do mundo, a semente do bem.
“A cultura no Brasil, como um todo, está passando por uma situação complicada, nós mesmos como pessoas estamos passando por momentos difíceis, em todos os sentidos, seja político ou social”, disse o diretor. Para Jayme é fundamental a união das pessoas, “precisamos ser otimistas e acreditar que o ser humano deve olhar mais para o lado, e esse foi um dos motivos por fazer este filme”, explicou.
Até começar a criar o filme Jayme não tinha muita noção do mundo do voluntariado e foi fazendo e escrevendo a história que ele percebeu o universo incrível que existe. “Eu fui aprendendo junto com o filme, com o roteiro, eu fui pesquisando, conversando com as pessoas e conhecendo os grupos que atuam nos hospitais do Rio de Janeiro e que fazem um trabalho de acompanhamento. Até então eu não sabia que se chamavam voluntários, o que pra mim foi um mundo novo, uma sementinha plantada”.
A ideia da história nasceu da amiga de Monjardim, Claudia Netto. “Eu fiquei tão impressionado com o script que minha amiga escreveu que a desafiei a fazer o filme que estava na minha cabeça, com um tema que eu estava há algum tempo querendo desenvolver, o voluntariado. Então nasceu a Alice e o filme O Avental Rosa”. E o diretor não estava somente com planos de criar o filme, mas também de desenvolver uma série. “O projeto inicial foi desenvolvido pensando no futuro, que é criar uma série chamada Alice, e o filme seria a abertura deste trabalho”, contou.
A obra foi gravada em Porto Alegre e a capital gaúcha foi escolhida, segundo Monjardim, porque qualquer cidade do mundo pode ser gravada lá. “Há cenários antigos, modernos, prédios de todos os tipos”.
Já Santa Cruz do Sul, cidade em que Jayme veio pela primeira vez, o impressionou. Não só pela atitude das pessoas, mas também por sua beleza. “Estou bem impressionado com Santa Cruz. Nós que vivemos no Rio de Janeiro, naquela loucura, vivemos num pavor com a tamanha violência. Aqui é tudo limpinho, as pessoas caminham nas ruas tranquilas, há ótimos locais para se tomar um café, uma ótima cidade para se viver”, completou.














