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Velhas formações do Inter no 4-3-3

Grupo do Internacional em 1976

O Internacional retornou para a Primeira Divisão e agora vislumbra o ano de 2018 na Série A. Um alívio para os torcedores colorados, que poderão acompanhar o time jogar contra os principais clubes do Campeonato Brasileiro. Um dos responsáveis pelo acesso do Inter, foi o técnico Guto Ferreira. OK, o torcedor pediu a saída dele e foi atendido. Mas é justo reconhecer que a campanha de 2017 pertence, em boa parte, a Guto. É isso, uma questão de justiça. Pode não ser ele o técnico ideal para o Inter, mas não se pode ignorar os méritos da campanha.

Não digo que trazer o Inter de volta à Série A seja algo extraordinário, pois é encarado, pela grande maioria, como uma obrigação. Não posso discordar totalmente da maioria.

Olhando pelo lado positivo, embora este também seja um ponto discutido, foi interessante rever o Inter no esquema 4-3-3, que, no caso colorado de 2017, pode ser interpretado como um 4-1-4-1.

Na formação mais exitosa de Guto Ferreira, a linha de quatro defensores foi formada por Cláudio Winck e Uendel nas laterais, e por Klaus e Cuesta como zagueiros centrais. À frente deles, Rodrigo Dourado como volante central, Edenílson na meia-direita e D’Alessandro na meia-esquerda. Na ponta-direita, Pottker e na ponta-esquerda, Sasha. Na posição de centroavante, Leandro Damião. Como goleiro, Danilo Fernandes.

Isso remonta a formações clássicas do Inter, no esquema 4-3-3.

Que tal o time bicampeão brasileiro em 1976? Manga no gol; Cláudio Duarte e Vacaria nas laterais; Figueroa e Marinho Peres na zaga; Caçapava, como volante; Falcão e Batista nas meias; Valdomiro na ponta-direita; Lula na ponta-esquerda; e o goleador Dario na centroavância. Técnico: Rubens Minelli.

Essa formação acima é, provavelmente, a melhor e mais clássica do Internacional.

Mas outros times merecem ser lembrados. Que tal retirá-los da obscuridade?

O time-base da Libertadores de 1989, semifinalista do torneio sul-americano, tinha Taffarel no gol; Luiz Carlos Winck (tio de Cláudio Winck) e Casemiro nas laterais; Aguirregaray e Nórton na zaga; Norberto como volante; Luís Fernando Rosa Flores e Luís Carlos Martins nas meias; Heyder na ponta-direita, Nílson de centroavante e Edu Lima na ponta-esquerda. Técnico: Abel Braga.

Um time pouco lembrado é o de 1983, tricampeão gaúcho, treinado por Dino Sani. Benítez no gol; Mauro Pastor e Mauro Galvão na zaga; Luiz Carlos Winck e André Luís nas laterais; Ademir Kaefer de volante, Dunga e Rubén Paz nas meias; Silvio Hickmann (que jogou no Avenida e no Santa Cruz) na ponta-direita, Geraldão de centroavante e Silvinho na ponta-esquerda. “Aí vai o Inteeeer…”, diria um antigo radialista.

Por Nelson Treglia