
Atualmente, quando pensamos no Halloween lembramos das fantasias, dos doces e dos sustos. Mas nem sempre foi assim, o Halloween ou Hallowe’en, deriva da frase “All Hallows’ Eve” ou em português “Véspera de Todos os Santos”.“Esse significado vem do festival pagão Gaélico, Samhain, que celebrava o fim da temporada de colheita, no dia 31 de outubro, e o começo do inverno, em 1º de novembro”, explica a professora do Senac Santa Cruz, Daniela Horta.
Além dessa celebração, acreditava-se que a fronteira entre este mundo e o próximo se tornava especialmente rarefeita, permitindo que as pessoas se conectassem com os mortos. Tal crença também ocorre em outras culturas como o Día de Los Muertos no México. Com a ascensão do Cristianismo na Europa, os temas pagãos do festival foram apagados, criando assim, o Halloween que celebramos hoje em dia.
Por causa dessa convicção, em partes da Irlanda e da Escócia, esculpiam-se rostos assustadores em vegetais para representar ou assustar os espíritos que andavam entre os vivos. “E com isso, o escritor americano Washington Irving criou a história ‘A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça’ em 1820, que deu origem as esculturas em abóboras na América do Norte”, conta Daniela.
Já os doces surgiram com os “Soul Cakes”, ou bolos de alma, que faziam parte do terceiro dia de festival do Samhain, o “All Souls’ Day”, “Dia de Todas as Almas”, em 2 de novembro. Segundo Daniela Horta, “com o passar do tempo, essa tradição modernizou-se para o trick or treat. E as fantasias eram consideradas tributos sinceros aos espíritos, mas algumas pessoas começaram a utilizá-las para assustar quem celebrava o festival”.
Sendo assim, o Halloween é extremamente comemorado ao redor do mundo graças aos irlandeses e escoceses, que imigraram para os Estados Unidos e levaram com eles as suas tradições. No fim das contas, o que vale disso tudo são as brincadeiras e festas temáticas que conquistam cada vez mais cantos do Brasil. E você, vai sair fantasiado de que nos eventos do final de semana?














