Alyne Motta
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Nos dias 10 a 12 de abril, a cidade missioneira de Giruá prepara-se para receber 13 peões e 13 guris oriundos das 30 Regiões Tradicionalistas (RT), todos eles em busca de um ideal: representar o Rio Grande do Sul com o título de Peão ou Guri do RS durante o 26º Entrevero Cultural.
A 5ª RT, que tem sede em Santa Cruz do Sul estará representada pelo peão Lucas Rafo de Oliveira, do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Os Minuanos, de Rio Pardo. A preparação começou ainda em 2012, no outro dia em que voltou do Entrevero Cultural, realizado em Garibaldi.
“Usando a experiência e os erros que cometi na gestão passada, a partir dali tracei uma meta e bati em cima, em agosto de 2012 concorri a Peão da minha entidade e em junho de 2013 a Peão Farroupilha da 5ª RT”, revela Lucas, que tem feito um grande trabalho com a comunidade em geral.
Arquivo Pessoal
Lucas concorre pela 2ª vez no Entrevero de Peões
O CONCURSO
Entre os critérios de avaliação do Entrevero, com 40 pontos está a parte campeira, onde o concorrente sorteia entre assar churrasco, charquear, cevar o mate e emalar capa ou poncho. Duas provas a pé e a cavalo são escolhidas pelo peão, além de encilhar o cavalo em doze minutos.
“Nas provas campeiras tenho treinado em Cachoeira do Sul com o Piquete de Laçadores (PL) Delfino Carvalho”, comenta Lucas, que escolheu a tosa, e se prepara para todas as provas de sorteio. “A prova de rédeas recebo a ajuda do coordenador da 5ª RT Luiz Clóvis Vieira. Os treinos acontecem em Encruzilhada do Sul”, acrescenta.
As provas culturais somam um total de 30 pontos, sendo 20 na escrita e 10 na prova oral. Nos estudos Lucas revela que conta com a ajuda da amiga e colega de prendado Mari Ana Diniz, que é professora de História. O relatório das atividades desenvolvidas na gestão conta 10 pontos e é entregue um mês antes do concurso.
A parte artística soma 20 pontos e o peão da 5ª RT fará uma homenagem aos “laçadores”, que são campeiros de fato. A poesia escolhida para ser declamada é “Caminho de Leandro”, de Aparício da Silva Rillo. A música “De Cruzada”, de Lizandro Amaral também será interpretada por ele, que também tocará gaita.
A dança tradicional escolhida é o Tatu de Castanholas, e a dança de salão o chote figurado. A prenda que o acompanha é Muriel Machado Lopes, que foi 2ª Prenda do Rio Grande do Sul 2010/2011 e que também o auxilia nos estudos com a oralidade e parte artística.
“Faço aula de canto em Porto Alegre, 2 vezes na semana. Também faço aula de gaita e tenho estudado 2 horas por dia”, afirma Lucas, que também tem ensaiado as danças quase todos os dias agora nessa reta final. “A preparação é muito intensa e cansativa, mas vale apena”, afirma o peão da 5ª RT.
Arquivo Pessoal
Desde pequeno, aos 6 anos, Lucas participa do tradicionalismo
HISTÓRIA NO TRADICIONALISMO
Lucas começou suas atividades dentro do tradicionalismo ainda muito pequeno com apenas seis anos de idade na invernada mirim da escola Pedro Nunes de Oliveira da Cidade de Pântano Grande. Aos 15 anos resolveu não só dançar, mas também a participar de concursos.
A primeira experiência foi na própria escola Pedro Nunes de Oliveira, onde Lucas saiu como 1º Peão. “A partir dali nunca mais parei. Participei do PTG Unical da Cidade de Pantano Grande onde dancei na invernada e fui Peão, logo depois passei para o CTG Carreteiros da Saudade”.
Há 5 anos Lucas faz parte do CTG Os Minuanos de Rio Pardo que muito bem me acolheu. Por ela foi Peão da Associação Tradicionalista Rio-Pardense (ATR) e do departamento cultural. “Em 2012 representei minha entidade, município e região no Entrevero, na cidade de Garibaldi onde fiquei em 7º Lugar”, relembra Lucas.
Este ano esteve presente em todos os eventos estaduais. “Para minha alegria no começo deste ano, no Congresso Tradicionalista Gaúcho, ganhamos a proposta de do tema anual do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Uma grande vitória para toda a 5ª RT”.
Arquivo Pessoal
Lucas representa a 5ª RT em Giruá
EXPECTATIVA
Espero muito bem representar meu CTG, município e principalmente a 5ª RT. “Só tenho que agradecer a todos pelo apoio recebido durante essa caminhada. Ao pessoal que ajudou a divulgar os eventos, como a Clarissa Moura, aos meus colegas de prendado (em especial a Mari Ana Diniz), a coordenadoria regional, nas pessoas do coordenador Luiz Clóvis Vieira e a diretora cultural Cristina Noronha, e também ao meu par, Muriel Lopes”.














