Sinto um imenso orgulho de participar de um projeto social da magnitude da APAE. Esta causa é completa, porque envolve os três eixos essenciais na vida de qualquer cidadão: saúde, educação e assistência social. No caso da entidade, a satisfação de proporcionar atendimentos nestas áreas vão além, já que envolvem diretamente 320 pessoas com deficiência intelectual e/ou múltipla e 1,5 mil familiares (pais e/ou responsáveis).
O movimento da APAE, que chega aos seus 50 anos, é resultado de um amplo e incondicional trabalho comunitário. A consolidação desse projeto é mérito não só daqueles que passaram pela diretoria, conselhos de administração ou fiscal; é fruto da responsabilidade social que caracteriza os 124,5 mil habitantes de Santa Cruz do Sul.
Cheguei na APAE como convidado para executar um trabalho de forma pontual. Fiquei tão sensibilizado com as atividades desenvolvidas, que aceitei participar intensamente da rotina da entidade. Ao final de 2013, completarei nove anos de atuação em duas diretorias, sendo que nos últimos três fui eleito presidente.
Neste período, enfrentamos e dividimos desafios entre inúmeras pessoas que se dispuseram, como eu, a dedicar seu tempo e muito carinho a uma causa tão nobre.
Esta história que completa meio século teve início com a “mente iluminada” da senhora Elisa Gil Borowski. Hoje, tenho a consciência de que este desafio jamais pode parar. Nesta trajetória, não somente realizei sonhos. Como ser humano, fui além! Aprendi muito e certamente me tornei uma pessoa melhor. As conquistas foram muitas. Através de convênios com municípios da região, projetos, ações e eventos tradicionais, investimos em melhorias na estrutura física de todos os espaços da instituição. Implantamos um novo modelo de gestão e perseguimos metas que culminaram na realização de um grande objetivo: a autossustentabilidade da instituição.
Chegamos a esse estágio com muito esforço, mas é indispensável dizer que foi nas pessoas, principalmente nos 48 profissionais diretamente envolvidos no dia a dia da entidade, que encontrei força para continuar. Conclui que esta causa não é de um só soldado, e sim de um exército de abnegados, que compartilham de um único sentimento: ajudar incondicionalmente a quem precisa.
Nunca recebi tanto amor e carinho como no período em que estive representando este projeto. Agora, caberá a mim externar a importância do meu envolvimento comunitário na condição de voluntário e deixar para minha filha, Anna Carolina, esta lição de vida.
Rolf Steinhaus
Edemilson Severo
Presidente da Apae – Gestão 2011-2013














