
Foto: Fabrício Goulart
Fabrício Goulart
[email protected]
A Prefeitura de Santa Cruz do Sul deu o primeiro passo para transformar a área do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), na região central, em um complexo de lazer, esporte e cultura. Com a cessão parcial de quatro imóveis pelo governo do Estado, o Município começa a planejar a ocupação dos espaços, uma demanda reivindicada há décadas pela comunidade.
A limpeza de um dos pavilhões começou na última sexta-feira, 9. Depois dessa etapa, a Administração Municipal pretende reunir técnicos das secretarias de Esporte e Lazer e de Cultura e Economia Criativa, além de arquitetos da Prefeitura, para avaliar as condições dos imóveis e definir propostas de utilização. A estrutura está localizada entre a Avenida João Pessoa e as Tenente-Coronel Brito e Galvão Costa.
“É um pontapé inicial. Nós já temos algumas ideias. Nada concreto ainda, mas, assim que o espaço estiver limpo, queremos começar a pensar o que fazer”, afirma o vice-prefeito Alex Knak (MDB). A intenção é dar uma destinação pública à área, que ele considera subutilizada e incompatível com o potencial da região central. No entorno da área estão o Parque da Oktoberfest e a Praça da Cultura José Paulo Rauber Filho, que podem estar integrados ao complexo.
Uma das ideias é aproveitar o pavilhão para instalar uma quadra esportiva coberta e iluminada. A estrutura permitiria a prática de modalidades como basquete e futebol mesmo em dias de chuva. “Muitas vezes, as crianças, os jovens e os adultos não têm um lugar para jogar. Então, é dessa maneira que queremos ocupar esses espaços”, explica Knak.
Concurso para definição
Além do esporte, a Prefeitura avalia a possibilidade de instalar oficinas culturais e criar um espaço permanente para feirantes e artesãos. A utilização para cunho administrativo é descartada pelo vice-prefeito. “Temos uma grande área que podemos tirar da imaginação e colocar no papel para, amanhã ou depois, transformar”, afirma.
Knak adianta que a Administração pretende envolver a comunidade na elaboração das propostas. Uma das possibilidades é promover um concurso de arquitetura voltado a profissionais e estudantes locais. “É um local nobre. Queremos provocar a sociedade para contribuir com boas ideias, para que a gente não erre”, adianta. A proposta ainda está em discussão e não há definição sobre o formato do concurso ou sobre a destinação final de cada imóvel.

Foto: Ana Souza
Transferência definitiva depende de outros avanços
A cessão parcial dos quatro imóveis é uma etapa das negociações para que o Município assuma integralmente a área de 1,7 hectare. A transferência definitiva depende de uma permuta com o Estado, que prevê uma contrapartida municipal e a construção de uma nova sede para o escritório do Daer.
Segundo Knak, a proposta de permuta está alinhada. Contudo, os detalhes ainda não podem ser divulgados. A construção da nova sede do departamento é apontada pelo vice-prefeito como o principal investimento adicional previsto na negociação. A Prefeitura também trabalha para viabilizar a realocação de órgãos estaduais que ainda funcionam no complexo, entre eles a Inspetoria Veterinária e o Balcão Ambiental. A medida permitiria avançar na liberação de outras partes da área.
“Aquela parte de baixo também vem para nós ainda neste ano”, afirma Knak, referindo-se à expectativa de ampliar a área disponibilizada ao Município. Não há, porém, uma data definida para a conclusão de todas as etapas da transferência. A Administração também não dispõe de um projeto executivo ou de uma estimativa de custos para a revitalização. Conforme o vice-prefeito, a definição das intervenções dependerá da avaliação técnica dos espaços e da elaboração das propostas.













