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Competitividade

Iro Schünke*

2014 foi um ano de evidências para o setor exportador de como o câmbio e o custo-Brasil podem impactar de forma negativa o desempenho industrial e a competitividade. No caso do tabaco, não foi diferente. Com o aumento da produção em países concorrentes, especialmente os africanos, e com um câmbio que não esteve favorável no primeiro semestre – quando as empresas fecham grande parte de seus negócios –, a competitividade do tabaco brasileiro ficou prejudicada. Somados a isso, questões burocráticas e logísticas, bem como os crescentes custos com mão de obra, energia e insumos contribuíram decisivamente para a retração dos embarques.
Apesar disso, o Brasil continua sendo o maior exportador mundial do produto e o segundo maior produtor, e é preciso dizer que o ano também teve seu lado positivo: os resultados alcançados durante a 6ª Conferência das Partes (COP6) – muito em função da pressão exercida na Rússia por representantes da cadeia produtiva e políticos das regiões produtoras – bem como o lançamento da Produção Integrada do Tabaco (PI Tabaco) – que objetiva a certificação do tabaco brasileiro em um esforço conjunto de todas as instituições que representam a cadeia produtiva e o governo federal – trouxeram novidades importantes para a cadeia produtiva. 
A continuidade de ações de cunho social e ambiental renova a certeza de que o tabaco continuará sendo parte importante para o desenvolvimento econômico e social, assim como na geração de renda e oportunidades para os mais de 650 municípios envolvidos nessa atividade. A entidade continuará presente nas principais discussões relacionadas ao setor, lutando por decisões equilibradas e que não subjuguem a receita de 162 mil produtores e a participação, ainda expressiva, do tabaco nas exportações gaúchas.

Junio Nunes

*Presidente do SindiTabaco