Luana Ciecelski
[email protected]
Santa Cruz do Sul e região possuem como um dos principais movimentadores da economia, a cultura do tabaco. Em 2014, as discussões sobre as restrições ao cultivo do fumo, a COP6, e a queda nas exportações assustaram desde agricultores até empresários da área, no entanto, para 2015 as expectativas são melhores. E a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico também acredita nessa melhora.
De acordo com o secretário municipal Cesar Cechinato, atualmente, todo o processo de cultivo, industrialização e exportação do fumo tem uma influência direta e indireta sobre cerca de 66% do Produto Interno Bruto (PIB) santa-cruzense. Na região, é possível encontrar plantadores de fumo, grandes indústrias que trabalham no processamento do produto, e também transportadores que levam o tabaco e o cigarro para as mais variadas áreas do planeta.
Além disso, por ser o principal gerador de renda da região, o tabaco influencia também aqueles que aparentemente nada tem a ver com a fumicultura. “Se eu sou um dentista, teoricamente eu não tenho nada a ver com o tabaco, no entanto, se a cadeia produtiva do setor começa a desaparecer, eu vou ter perda de clientes porque a renda vai estar menor”, explicou Cechinato.
Dessa forma, enquanto o trabalho com o fumo vai bem, Santa Cruz do Sul cresce e também contribui para que o país seja um dos maiores exportadores de tabaco do mundo. Esses são dois grandes motivos de prosperidade, mas também de preocupações.
Depois da tempestade, a bonança
Na última safra pesquisas indicaram que o setor tabagista sobre com uma queda de 24% no volume das exportações. Esses dados inicialmente assustaram o setor, no entanto, segundo Cechinato, após avaliações mais profundas, percebe-se que não é motivo de grandes preocupações. “O setor convive historicamente com oscilações”, explicou ele.
Outra preocupação foi o desemprego. “O setor teve uma oscilação negativa por força da diminuição das exportações e por isso algumas empresas realizaram reajustes pontuais, algumas fizeram demissões”, explicou. “Entretanto, comparando o número de contratados, pode se dizer que essa oscilação foi mínima”, garantiu Cesar.
Além disso, os fatos ruins que marcaram 2014 não devem se repetir e as expectativas para os próximos meses são boas. “Uma nova realidade cambial do real frente ao dólar está se apresentando e isso traz melhorias para a competitividade do setor”, declarou. “Se essa melhora da competitividade via câmbio estiver associada a outras melhorias na produtividade do Brasil, o tabaco brasileiro pode continuar sendo extremamente competitivo até porque já tem uma qualidade reconhecida”, afirmou o secretário.
Arquivo/RJ

Cechinato: “O tabaco brasileiro pode continuar sendo extremamente competitivo até porque já tem uma qualidade reconhecida”














