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Um momento de confraternização e reflexão

Fotos Luana Ciecelski

Padre Astor ofereceu a bênção aos fiéis na rótula da Avenida Independência

Luana Ciecelski
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Como um momento para homenagear todos os que trabalham na função de transportar bens, celebrar o dia do padroeiro – São Cristóvão – de todos aqueles que dirigem todos os dias até o trabalho e agradecer os benefícios que os diferentes meios de transporte trazem aos homens, há 26 anos a Paróquia Ressureição organiza as comemorações do Dia do Colono e Motorista. Nesse ano, a confraternização aconteceu no último domingo, 20 de julho, e a festa reuniu mais uma vez centenas de motoristas e seus veículos.
O dia iniciou com uma mateada no centro comunitário da igreja, onde se reuniram, por volta das 8h30,aqueles que gostam de acordar um pouco mais cedo. Às 9h30 deu-se início à Missa de Ação de Graças a São Cristóvão e às 10 horas começou a procissão. Saindo da frente da Igreja, na Avenida Independência e percorrendo em cerca de 1h30 as ruas São José, Senador Pinheiro Machado, e Venâncio Aires para finalmente entrar na Avenida Independência outra vez, onde, no trevo do 2001 foi realizada a tradicional benção, taxistas, motoristas de caminhões de diversas empresas da região e também motoristas não profissionais, seguiram a imagem do padroeiro que era levada em um caminhão do Corpo de Bombeiros.
Para o Padre Astor Backes, que está no lugar do Padre Zeno Rech desde o início do ano, e que organizou a festa pela primeira vez, este deve ser um momento de reflexão. “Além de ser um momento que estimula a solidariedade, a festa faz pensar no número muito grande de pessoas que puderam comprar um veículo dentro do atual modelo econômico. Claro que é preciso ser grato por isso, mas essa realidade também mostra que a mentalidade vigente é a de que ter condições de comprar um carro é melhor do que viver em uma cidade onde o transporte coletivo funcione com qualidade”, falou ele.
Já para o motorista Walécio Luiz Weber, que trabalha para a Transportadora Elo, o momento é, acima tudo, de reencontros. “A gente trabalha o ano todo e às vezes não encontra com os amigos na correria da estrada. Então esse é um momento de confraternização, onde podemos nos reunir e comemorar juntos”, disse ele, que participou de todas as 26 edições do evento.


Walécio Weber, com seu caminhão da transportadora Elo, participou de todas as edições do evento


Bombeiros e Fiscais de Trânsito da Prefeitura que puxaram o cortejo

 

História

A festaocorreu pela primeira vez no dia 21 de julho de 1988 quando Padre Dionísio Kist era pároco da igreja. Em 2014. Durante um encontro na casa paroquial da Igreja Ressurreição que um grupo de donos de empresas e transportadoras teve a ideia de realizar uma festa que integrasse a classe dos motoristas.
Assim a Festa do Motorista começou a ser programada, sendo que nos festejos deveria constar a Missa Festiva em honra a São Cristóvão – protetor dos motoristas – e que esta tivesse a conotação de celebrar também o Dia do Colono, pois muitos dos produtos transportados são produzidos pelos agricultores.


Centenas de carros se reuniram nas proximidades da Igreja para participar do desfile