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A responsabilidade de quem conduz

Everson Boeck
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A história de um motorista de transporte coletivotambém contaa história de outras pessoas. Porque o bem maior que se pode transportar, na cidade ou na estrada, é responsabilidade do motorista de ônibus, ou seja, vidas. Quantas pessoas, anônimas, quietas, algumas amigas, cordiais, outras nem tanto, muitas impacientes, passam pelos cuidados do motorista de ônibus? E é isso que fascina muitos nesta profissão, os quais são responsáveis, pelo crescimento das cidades e regiões, mas, também, pelo primeiro emprego, pela ida ao médico para curar uma dor, pela visita ao ente querido e até pelo encontro com o primeiro amor de muita gente.Além disso, o profissional deve ter muita habilidade e concentração, sempre deve estar atento ao que ocorre à sua volta e, por isso, merece nosso reconhecimento pelo trabalho que faz.
Consciência, comprometimento e responsabilidade são alguns dos itens exigidos pelas empresas de transportes que investem em treinamento e reciclagem de motoristas.A qualificação e atualização de conhecimentos da atividade, tidos como aspectos de grande importância, são práticas que as empresas de Santa Cruz do Sul adotaram e periodicamente submetem seus funcionários a cursos de capacitação e atualização.

STADTBUS

A Stadtbus promove ações periódicas de capacitação e reciclagem dos todos os seus motoristas.Os cursos ministrados por profissionais capacitados pelo SestSenat visam teoria e práticas de condução econômica e preventiva de desgaste do veículo, além de temas como atendimento ao cliente, segurança no trânsito, situações adversas do cotidiano e até a otimização da utilização de recursos mecânicos dos veículos para um menor esforço físico dos motoristas.
Conforme André Fernandes, coordenador operacional da Stadtbus em Santa Cruz, estes treinamentos são muito importantes porque proporcionam, além da reciclagem de hábitos e aperfeiçoamento de condução dos motoristas, conhecimento técnico sobre como melhorar a qualidade do serviço oferecido a todos os usuários.

Arquivo/Stadtbus/Divulgação

Stadtbus também realiza periodicamente cursos de atualização com seus motoristas

VIAÇÃO UNIÃO

Os cursos de atualização na Viação União Santa Cruz são ministrados pela secretária executiva, Márcia Schuster, e envolvem todos os motoristas de todas as garagens, aproximadamente 180 pessoas. Segundo ela, o conteúdo programático contempla, entre outros itens, Excelência no Atendimento, Condução Econômica, Atualização do Transporte Coletivo, além de Direção Defensiva, Como agir em caso de acidentes e outras orientações.
Para Márcia, estas oportunidades são essenciais um atendimento de qualidade aos usuários. “É um momento de total integração entre funcionários e empresa. Assim como expomos situações novas para os motoristas, eles também nos trazem suas dúvidas, preocupações e sugestões. Além disso,em todas as profissões nós precisamos nos atualizar, nos reciclar”, comenta.
Conforme a secretária executiva, os cursos são realizados em turmas de 15 alunos e duram, em média, dois dias cada. Atualmente, cerca de 12 turmas estão sendo preparadas para participar do curso em andamento, que também é ministrado pelo inspetor de motoristas, Luiz Alberto Maciel dos Santos.

Arquivo/Viação União/Divulgação

Uma das turmas que concluiu o treinamento na Viação União Santa Cruz

SAIBA MAIS

No Brasil, os primeiros motoristas surgiram no final do século XIX. O primeiro veículo que não era puxado por animais e que tinha motor chegou ao País, pelas mãos de Francisco Antônio Pereira Rocha, em 1871, em Salvador, na Bahia. Era um motor a vapor e ele foi considerado o primeiro motorista do País.
O primeiro carro com motor a explosão, parecido como os de hoje, guardadas as devidas proporções da época, chegou em terras brasileiras em 1891, em São Paulo. Era um Peugeot importado da França por Santos Dumont. Assim, curiosamente, o homem conhecido como “Pai da Aviação” também foi um dos primeiros motoristas do País
O primeiro ônibus motorizado no Brasil, que se tem notícia foi um veículo francês da marca Panhard Levassor, importado em 1900 pela Companhia de Transporte de Goiânia, uma das mais importantes de Pernambuco. Goiânia era uma cidade de Pernambuco, apesar do mesmo nome, não tinha relação com a hoje Capital de Goiás. E ligando esta cidade do Pernambuco até Olinda surgia o primeiro condutor oficial de ônibus motorizado. O veículo era movido a gasolina, com 12 cavalos de potência, 3,3 litros com 4 cilindros..
Mas foi no ano de 1908 que surgia o serviço de ônibus motorizado urbano. O fato ocorreria de forma independente em duas cidades: Porto Alegre e Rio de Janeiro.
Na capital gaúcha, o início foi tímido. Mas no Rio de Janeiro, foi desenhado o perfil do motorista de ônibus da época que durou até os anos de 1950 em muitas cidades: o motorista era o dono do próprio ônibus.
a primeira empresa de ônibus regular do Brasil foi a Empresa Auto Avenida, do Rio de Janeiro, de Octávio da Rocha Miranda, ligando de forma definitiva a Rua do Hospício até a Praia Vermelha. Eram 25 ônibus franceses Schneider Crousot, 9 alemães Dailmler, 5 da marca Dietrich e 3 Berliet. Isso é prova de que os ônibus se expandiam com o crescimento das cidades e como se tornava importante o trabalho do motorista.
(Fonte: http://www.redencaoturismo.com.br)