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Saiba como é a rotina de um motorista de caminhão guincho

Fotos: Vagner Cerentini

Localizado no trevo Fritz e Frida, o guincho Formigão, como é conhecido popularmente, funciona 24 horas por dia

 

Vagner Cerentini

Caio Flávio Jacobus, natural de Porto Alegre, é motorista de caminhão guincho há 4 anos, e conta-nos um pouco sobre como é sua profissão, quais são as dificuldades e benefícios que um profissional dessa área enfrenta no dia a dia. Localizado no trevo Fritz e Frida, o guincho Formigão, como é conhecido popularmente, funciona 24 horas por dia e tem várias histórias.

Sua primeira profissão foi como motorista do Banrisul, onde trabalhou quase dez anos. Mais tarde trabalhou também na Rádio Gazeta, onde apresentava um programa com músicas gaúchas. Mas sua paixão mesmo sempre foi dirigir, então juntou um dinheiro e comprou um caminhão guincho, o mesmo em que trabalha até hoje.
Ele diz que para trabalhar com caminhão guincho, realmente tem que gostar do que faz. “Não tem hora, não tem dia, não importa o clima, no momento que alguém precisa de mim eu tenho que ir”, afirma. 

Entre as várias situações que Jacobus passou, ele nos contou uma bem divertida. “Teve uma vez, que um cara me ligou dizendo que seu carro havia estragado, então ele pediu pra mim levar ele acompanhado de sua mulher para Caxias do Sul. Eles estavam vindo de Rivera e tinham algumas compras que haviam feito lá, então coloquei o carro deles em cima do guincho, e o casal foi sentado no banco de trás do próprio veículo, bebendo champanhe Freixenet até Caxias. Quando chegamos, a mulher dele veio e me deu um abraço, e elogiou dizendo  que foi a melhor viagem da vida dela.” 
Jacobus diz também já ter puxado gerador de energia para diversos shows. “É muito bacana isso, várias vezes pude acompanhar eventos de cantores famosos bem de pertinho. Uma vez levei um gerador de energia em uma fazenda, e lá tinha artistas da Globo, políticos, entre outras celebridades.”

 

Como motorista, Jacobus diz conhecer todo o Rio Grande do Sul, e também já viajou para outros estados

Como motorista, Jacobus diz conhecer todo o Rio Grande do Sul, e também já viajou para outros estados. “A viagem mais longa que fiz foi para Curitiba, no Paraná. Onde levei um carro antigo para seu dono que morava lá. As dificuldades de fazer uma viagem dessas é o conforto, normalmente o motorista de guincho dirige no máximo umas dez horas por dia, e dormir em cabine de caminhão também não é uma coisa muito boa.”

Para saber quanto tempo um caminhoneiro tem de estrada, basta olhar para a boca dele, diz Jacobus. “Quanto menos dentes um motorista tiver na boca, mais anos de profissão ele tem. O caminhoneiro não tem tempo de ir ao dentista, ele não consegue marcar um horário.”
A respeito da data, Jacobus diz que mesmo sendo feriado ele irá trabalhar. “Todo dia é dia do colono e motorista”, finaliza.