LUANA CIECELSKI
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Uma das maiores preocupações da Secretaria Municipal de Agricultura hoje é com o êxodo rural que vem tirando famílias do campo e diminuindo o número de agricultores. E um de seus maiores objetivos, segundo o secretário Glicério Agnes, é trabalhar para manter o homem no campo. Pensando nisso, a secretaria tem como uma dos principais focos a criação e o incentivo a projetos que promovam a diversificação do cultivo e proporcionem o aumento da renda das pessoas que vivem do cuidado com a terra e os animais.
Um dos projetos apoiados é justamente o das Feiras Rurais. Apesar de concordarem que ainda há muito o que fazer pelos agricultores da região, em especial quando se fala em infraestrutura e logística, o técnico agrícola Moises Mora, e o médico veterinário, Hermes de Souza, acreditam que a feira tem um papel fundamental nessa manutenção das famílias. Por isso, além de ceder os espaços onde estão localizadas as feiras, eles também fazem questão de integrar a Comissão de Regulamentação da Feira, como forma de acompanhar a vida daqueles que, dentro do município, dedicam suas vidas, ou parte delas à cultura dos hortifrutigranjeiros.
“O que a Agricultura (Secretaria) procura fazer é incentivar é organizar as associações para que eles mesmos se autogerenciem. A gente abre a porta e dá o subsídio necessário para que as coisas aconteçam”, explica Hermes.
Mas a secretaria também trabalha com uma série de outros programas voltados para a agricultura familiar. Tudo isso buscando a melhor forma de ajudar as mais de 4,3 mil propriedades do município e os mais de 7,6 mil blocos familiares de agricultores que têm Santa Cruz como sede.
Conheça alguns dos programas:
– Programa de aquisição de alimentos (PAA): para dar suporte e incentivar a diversificação quando há interesse do agricultor para ter mais uma fonte de renda na propriedade. Na área de horticultura é um dos destaques. Funciona com a Prefeitura adquirindo produtos de diversos agricultores cadastrados, e encaminhando esses produtos para a Secretaria de Desenvolvimento Social, que por sua vez os entrega às Cozinhas Comunitárias. Esses agricultores recebem um pagamento mensal pelos produtos.
– Aquisição de alimentos locais para merenda escolar: Acontece através da Cooperativa de Alimentos Santa Cruz (Coopersanta). O grupo tem um espaço cedido pela prefeitura e um caminhão para trabalhar e é o responsável por oferecer atualmente cerca de 50% da merenda que chega nas escolas do município. Está de acordo com a Programa Nacional de Alimentação Escolas (PNAE) que obriga que pelo menos 30% da merenda escolar seja adquirida no município.
– Programa de correção do solo: a prefeitura custeia 50% do calcário (a granel) para os agricultores familiares que comprovem, por meio de análise química, a necessidade de correção da acidez do solo. Esse programa tem inscrições abertas sempre nos meses de dezembro. “Ele visa melhor a produtividade das propriedades e nesse ano vai beneficiar cerca de 70 famílias. Em média, são doadas 15 toneladas para cada produtor”, explica o Engenheiro Agrícola Marco Alves. Ainda de acordo com Hermes, a análise clinica é providenciada também pela prefeitura e o produtor apenas precisa levar à Secretaria uma amostra de solo. Essa amostra é encaminhada a Universidade de Santa Cruz do Sul e depois de ter o resultado, técnicos da secretaria calculam a necessidade de correção do solo.
– Construção de abatedouro de peixes: está em andamento na Granja Municipal e em breve será disponibilizado para que os piscicultores possam abater e vender de forma legalizada seus peixes. Com isso pretende-se evitar também o abate clandestino. “Pretendemos oferecer o espaço e regular o processo com essa obra”, afirma Hermes.
– Programa de açudagem e irrigação: a secretaria assiste ao produtor na construção de açudes que venham a ser utilizados tanto para a piscicultura quanto para irrigação do solo. “A prefeitura entra com 50% do custo. Então ao invés de o produtor contratar uma empresa com uma máquina e pagar sozinho, a prefeitura paga a metade”, explica Hermes. A questão da irrigação, salientam os técnicos, tem uma importância muito grande, em especial nos períodos de seca.
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– Serviço Municipal de Inspeção (SIM): com a vantagem de não precisar de veterinários vindos de fora e com um selo de garantia que permite a venda dos produtos santa-cruzenses em todo o Brasil, o SIM é responsável por fiscalizar produtos e origem animal como carnes, leites, peixes, ovos, mel e seus derivados) e garantir que os produtos que chagam a mesa do consumidor sejam seguros e provenientes de animais sadios. Ele certifica que a produção tenha sido feita de forma higiênica e que tenha o acondicionamento e transporte adequados. Segundo o veterinário Hermes, a secretária possuiu um grupo de veterinários que acompanha os abates de animais e já fiscaliza. “Dessa forma evitamos mais uma vez o abate clandestino”, explica.
– Distribuição de mudas frutíferas, alevinos e pintos: de maio a setembro são distribuídas mudas; de novembro a maio, de alevinos e de março a novembro, de pintos.
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