O câncer bucal é a segunda maior causa de morte no mundo, a doença tem início com a desordem de algumas células que multiplicam-se mais rápido que as demais. Grande parte dos casos de câncer bucal é detectada numa fase avançada dificultando o tratamento. Alguns fatores podem provocar uma maior predisposição ao câncer, tais como: tabagismo, excessivo consumo de álcool, próteses dentárias mal adaptadas, má higiene oral, além de exposição continua à luz do sol sem proteção.
Os primeiros sintomas são feridas que não cicatrizam e indolores, nódulos, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas. Já nos estágios mais avançados, dificuldades de mastigar e engolir, o emagrecimento acentuado, dor e íngua no pescoço podem ser notados.
A prevenção é o melhor tratamento, pois a cura aproxima-se de 100%, desta forma o auto-exame bucal deve ser realizado a cada 6 meses. Para tal avaliação é preciso estar frente a um espelho, local bem iluminado, remova próteses dentárias (se for caso); observe se a pele do rosto e do pescoço possui algo diferente; puxe os lábios e apalpe sua parte interna; afaste a bochecha e com dedo percorra toda gengiva; observe também língua, céu da boca e fundo da garganta. Procure por caroços, feridas rasas e indolores, sangramentos, endurecimentos, ulceras, manchas e, por último observe os dentes.
Mesmo com auto-exame, nem sempre é possível visualizar e detectar o primeiros sinais da doença, o que aumenta a importância das consultas regulares ao dentista. Ele está preparado para diagnosticar e tratar lesões cancerizáveis, orientar e estimular auto-exame. Bem como durante o tratamento rádio e quimioterápico do câncer bucal, tratar as principais manifestações e complicações bucais (xerostomia, mucosites, dificuldades de deglutição, caries de radiação, ostioradionegrose e candidíase) visto que normalmente o paciente está focado no tratamento e esqueci dos cuidado bucais. Visite seu dentista.
Tales Harthmann da Silva
Cirurgião-Dentista
CRO 21.498
Clínico Geral














