Jéssica Ferreira
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DECOM/PMSCS/Divulgação

Entroncamento das ruas Marechal Floriano Peixoto e Ramiro Barcelos
Santa Cruz do Sul, cidade esta conhecida pela produção de tabaco, por sua comida típica e pelo chope da Oktoberfest, oferece a seus visitantes uma gama de atrações turísticas. Além disso, revela a conservação em suas ruas através de antigas construções, como também tradições que marcam a cultura alemã. O município de Santa Cruz do Sul localiza-se na encosta inferior do Nordeste do estado do Rio Grande do Sul.
Fundada em 1849 por seis casais alemães e suas famílias, vindos de Silésia, na divisa com a Polônia e a República Tcheca e, do Vale do Rio Reno, Santa Cruz começou como uma pequena colônia – criada e gerida pelo governo da Província de São Pedro. As terras que foram destinadas para os imigrantes localizavam-se na depressão central, junto à encosta inferior da serra, procurando assim estabelecê-los na estrada recém aberta, cuja ligação ficava entre as cidades de Rio Pardo e Cruz Alta.
Os imigrantes que chegaram à nova terra esperavam encontrar melhores condições de vida, mas tiveram que construí-las eles mesmos. Muitas eram as dificuldades enfrentadas por eles, como a falta de contato direto com um rio navegável – já que o mais próximo era o Rio Pardo, cuja distância era cerca de 40 km da Colônia de Santa Cruz, restando assim como única alternativa o transporte das mercadorias em lombo de mula, resultando a elevação do frete e, diminuindo o rendimento do colono, pois deveria achatar o preço para torná-lo competitivo. Desta forma, tornou-se muitas vezes inviável a compra de produtos advindos fora da região colonial, sendo isto um sério entrave ao desenvolvimento econômico da recém estabelecida colônia.
A situação começou a mudar com a abertura do caminho da Picada Santa Cruz, ou Picada Velha, mais tarde denominada Linha Santa Cruz, foi contratada com Abel Corrêa da Câmara, o que deu origem à denominação “Picada do Abel”, pela qual o lugar também ficou conhecido. Mas ele encarregou José Rodrigues de Almeida para realizar o trabalho. Entretanto, pela lei provincial nº 111, de 6 de dezembro de 1847, o presidente da província, Manoel Antônio Galvão, outorgou a tarefa de abrir a estrada entre os municípios da Cruz Alta e Rio Pardo a Delfino dos Santos Moraes, pelo preço de 45$800 mil réis. Quatro anos mais tarde, com a chegada de conterrâneos em maior número, o trabalho ficou mais fácil.
Como a maioria das cidades brasileiras, Santa Cruz cresceu em torno de uma igreja e uma praça. O catolicismo era a religião oficial do Brasil Império, por isso, ainda em 1855 junto com a implantação da povoação, foi estabelecida a construção de uma capela católica, cuja obra terminaria em 1861, mas foi concluída em 1863. Esta obra foi construída sob um terreno onde era mais elevado de população – onde hoje está a Catedral São João Batista. A capela foi então construída ao redor dos imigrantes, cercada também pelo colégio de freiras e um hospital – hoje Hospital Santa Cruz.
Em 28 de setembro de 1878 (data em que é comemorado o aniversário do município, que completa 137 anos nesta segunda-feira, 28), instalou-se a Câmara Municipal na casa situada na esquina das ruas São Pedro e Taquarembó (atuais Marechal Floriano e 28 de Setembro). A sessão de posse foi presidida pelo vereador Joaquim José de Brito (Ten. Cel. Brito), mas na primeira ordinária, dia 15 de outubro, a presidência já foi exercida por Carlos Trein Filho. A partir daí o município seguiu sua caminhada, já com cerca de 10 mil habitantes.
No ano de 1905, Santa Cruz recebeu a visita do então governador Borges de Medeiros, para inaugurar a ferrovia que ligaria Santa Cruz a Ramiz Galvão. Surpreendido pelo desenvolvimento do lugar, o governador elevou-a à condição de Cidade e, naquele mesmo dia, a antiga Colônia passou-se então a ser chamada de Santa Cruz do Sul.














