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140 anos de acolhimento e desenvolvimento

Santa Cruz do Sul completa hoje 140 anos. São 140 anos de acolhimento de pessoas de todos os lugares do mundo seja de passagem em uma viagem, a trabalho ou para fixar moradia. Tem aqueles que conhecem a cidade na época da Oktoberfest (que se aproxima e inicia no dia 10 de outubro), tem quem venha para eventos internacionais sediados pelas multinacionais e fumageiras e também pelas universidades. A certeza é que saem encantados com o que veem por aqui. 
O município de Santa Cruz do Sul, uma cidade de cultura germânica, fica a 155 km de Porto Alegre e traz consigo um aconchego de quem muito bem recebe a todos os seus visitantes ou moradores temporários, os estudantes que vêm para cá tanto para o ensino fundamental e médio, quanto para o superior. Eles tomam conta da cidade. Embelezam as festas e renovam os eventos. 
Santa Cruz é a cidade da cultura. Ela traz a Feira do Livro, festas de todos os tipos e para todos os gostos. Festivais da cerveja, festa das cucas, encontro de carros antigos, rodeios, Enart. Além de todos os eventos que realiza todos os finais de semana nas praças e que reúnem uma grande quantidade de pessoas. Também tem seus escritores e escritoras, que cada vez mais se destacam na cena literária. Sem deixar de lado os músicos, os atletas, os universitários, os empresários e todos que levam o nome da cidade para todos os cantos. 
Parabéns Santa Cruz do Sul!

A história de Santa Cruz

A história do hoje município de Santa Cruz do Sul começou por volta da década de 1840. Na época, a localidade pertencia ao Município de Rio Pardo – que era um centro comercial próspero – e este passou a ter interesse em estabelecer uma comunicação com a zona serrana da Província para atrair também o comércio àquela região. Surgiu então a ideia de se abrir uma estrada que ligasse ambas as regiões, e povoar aquele espaço. 
Assim foi feito. Por volta de 1847, já aberta a estrada que passou a ser chamada de Picada Velha (hoje Linha Santa Cruz), o governo da Província, pelas ordens do então presidente, o Tenente-General Francisco José de Souza Soares de Andréa, Barão de Caçapava, concedeu sesmarias a João Faria da Rosa e outros, determinou a constituição da Colônia de Santa Cruz, e determinou que fossem demarcados os primeiros lotes. Ficou decidido que esses espaços de terra seriam destinados a imigrantes alemães que estavam a caminho do Brasil, em uma barca denominada Bessel. 
Eles chegam em dezembro de 1849 e logo iniciou-se o povoamento da região. Receberam lotes de 70 hectares os imigrantes Augusto Wutke, Frederico Tietze, Augusto Mandler, Gottlieb Pohl, Augusto Raffler e Augusto Arnold, provenientes da Silésia e da Prússia. Nos anos subsequentes, mais colonizadores chegaram. 
O trabalho inicial não foi fácil. Conforme contam os historiadores, o povoado precisou ser construído praticamente do zero, e a maior parte do trabalho foi feito pelos próprios colonizadores. Além das moradias, eles não demoraram a construir escolas e igrejas onde pudessem manter suas tradições, religião e cultura. Dessa forma, eles contribuíram muito para o desenvolvimento rápido daquela pequena comunidade e deixaram marcas profundas para as gerações seguintes, que continuaram seu trabalho. 

A municipalização

Graças à característica trabalhadora do povo alemão, não demorou para que a localidade se mostrasse próspera. Em 1850 foi nomeado o primeiro administrador da Colônia de Santa Cruz, Evaristo Alves de Oliveira e nesse período, eram produzidos por aqui, feijão, fumo, milho, batata, cevada e linho que eram, em parte consumidos, em parte exportados pelo Rio Pardo. Não demorou, porém, para que o tabaco se revelasse como um dos mais rentáveis produtos e a província também percebeu isso porque passou a auxiliar os colonos comprando as sementes e distribuindo-as para que eles pudessem ganhar algum dinheiro e saldar as dívidas com as aquisições de terras. Como é possível observar, o cultivo de tabaco está presente na história do município, quase tanto quanto a cultura alemã. 
A história registra que, por volta de 1853, já eram 196 lotes ocupados na Colônia e 692 habitantes viviam neles. Em 1859 esse número já havia crescido muito, pois então, cerca de 2.409 pessoas aqui viviam. Seguindo sempre nesse ritmo, não demorou para que Santa Cruz do Sul fosse elevada à categoria de cidade. Apenas 29 anos após seu início, em 28 de setembro de 1878, nascia o município de Santa Cruz do Sul, com seus 10 mil habitantes. 
A primeira Câmara de Vereadores, que servia na época como o principal centro administrativo da cidade, foi instalada na esquina das ruas São Pedro e Taquarembó (hoje ruas Marechal Floriano e 28 de setembro) e a sessão de posse foi presidida pelo vereador Joaquim José de Brito, o Tenente Coronel Brito, que hoje empresta seu nome a uma das principais vias da cidade.

Santa Cruz na atualidade

A quinta economia do Estado e uma das dez maiores cidades do Rio Grande do Sul, Santa Cruz do Sul tem hoje 129.427 habitantes segundo estatísticas do IBGE 2018. O município localiza-se no Vale do Rio Pardo, a apenas 155 quilômetros de Porto Alegre. Faz divisa com os municípios de Passo do Sobrado, Venâncio Aires, Sinimbu, Vera Cruz e Rio Pardo, com acesso pela BR 116, BR 386 e pela RSC 287.
De acordo com a Fundação de Economia e Estatística (FEE) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Santa Cruz do Sul está em sétimo lugar no ranking estadual do Produto Interno Bruto (PIB). Sendo seu PIB R$ 7,764.848 bilhões, representando uma participação de 2% no PIB gaúcho.

O QUE ENCONTRAR POR AQUI

Sem perder as características de uma pacata cidade do interior, Santa Cruz do Sul tem todos os serviços de uma cidade grande em permanente expansão. Hoje o Município é um centro regional em áreas como educação, saúde, comércio e prestação de serviços. Existem mais de 4,5 mil estabelecimentos varejistas localizados na área central, bairros e regiões do interior. Com inquestionável vocação turística, a rede hoteleira, composta por hotéis, motéis e pousadas, tem capacidade para hospedar até duas mil pessoas.
Para quem aprecia uma agenda com viés mais cultural, Santa Cruz do Sul tem muito a oferecer em termos de shows, exposições, peças de teatro e lançamentos de livros. O Teatro Camarim, um dos locais de maior concentração de artistas da cidade, é palco para revelação de talentos, através de suas oficinas de pintura, teatro e música abertas à comunidade. No local também são realizados projetos culturais e espetáculos. Também o Teatro Mauá, que possui um auditório com capacidade para 500 pessoas, e o auditório central da Unisc, recebem peças teatrais, balés e outros espetáculos durante todo o ano.
Uma grande referência cultural da cidade é a Casa das Artes Regina Simonis, construída em 1920. Como uma grande galeria, o imponente prédio situado na rua principal e que hoje passa por um projeto de revitalização, abriga exposições de pintura, literatura, saraus e todos os tipos de arte. Na mesma rua, em frente à Praça da Bandeira, está o Museu do Colégio Mauá, com um acervo superior a 140 mil unidades, em peças arqueológicas, históricas, etnográficas, numismática, ciências naturais, pequena pinacoteca de artistas e coleção de armas.
Já os amantes de uma boa leitura podem encontrar novidades nas quatro bibliotecas que somam juntas um acervo de mais de 111 mil livros. Aliás, em se tratando de literatura, Santa Cruz tem uma das maiores feiras do livro do Rio Grande do Sul. O evento acontece no coração da cidade, em meio a uma aura de romantismo, com as bancas de livreiros rodeadas pelo frondoso arvoredo da Praça Getúlio Vargas, sob a imponente fachada da Catedral São João Batista.
Para aliar momentos de lazer e boas compras, dois centros comerciais estão consolidados: o Shopping Santa Cruz e o Shopping Germânia, ambos em áreas nobres da cidade. Salas de cinema – 2D e 3D – praças de alimentação com lanchonetes e restaurantes, jogos eletrônicos, lojas de roupas, artigos esportivos, presentes, joalherias, farmácias e diversos segmentos, além de estacionamentos compõem o mix de opções à disposição dos consumidores.
Na área de educação a formação básica pode ser acessada em quatro instituições particulares e outras 66 públicas, tanto da rede estadual como municipal. Nesses estabelecimentos estão 21 mil alunos que têm a oportunidade de aprender e se desenvolver. No ensino superior as instituições oportunizam uma variedade de cursos presenciais e à distância. O Município conta também com um polo da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), no qual são oferecidos cursos gratuitos destinados ao desenvolvimento agrícola e pecuário. Ainda estão em funcionamento dois polos universitários com opções de graduação e especialização à distância. Também cursos técnicos e profissionalizantes estão disponíveis em uma dezena de estabelecimentos, com destaque para os conhecidos Senai e Senac. Além da Escola Família Agrícola Santa Cruz, que mantém os jovens do campo no campo.
Com relação aos serviços de saúde ofertados à população, Santa Cruz do Sul possui uma rede completa. São procedimentos de alta complexidade nas mais diversas áreas, serviços de reabilitação e recursos que vão da medicina preventiva às intervenções estéticas. Essa estrutura é composta por três hospitais – Santa Cruz, Ana Nery e Monte Alverne – cerca de 50 consultórios e mais de 220 médicos, dezenas de clínicas, gabinetes odontológicos e laboratórios com aparelhos de última geração.
O Município conta também com um leque de serviços que inclui Delegacia da Polícia Federal, Justiça Federal, outros órgãos do Judiciário, Ministério Público, Previdência Social, Receita Federal, Sistema Nacional do Emprego (Sine) e Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS) e mais de 20 agências bancárias.
Santa Cruz do Sul dispõe também de um Terminal Rodoviário, com venda de passagens para a capital, cidades do interior e outros estados. Também é possível chegar ao município por via aérea, desembarcando em voos particulares no Aeroporto Luis Beck da Silva.
(Fonte: Site da Prefeitura Municipal de Santa Cruz