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"Hoje não se visualiza o fim da produção"

No dia 28 de outubro é comemorado o Dia do Produtor de Tabaco, data esta criada durante uma assembleia da Associação Internacional dos Produtores de Tabaco (ITGA), ocorrida na Argentina no ano de 2012. O objetivo da data é em relação à valorização e reconhecimento do trabalho do produtor e assim também enfatizar a importância social e econômica da produção do tabaco. No Brasil, a data foi oficializada em 2013.
Além disso, o Dia do Produtor de Tabaco dirige-se à reflexão da importância deste trabalhador para os municípios do Sul do Brasil, especialmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Para falar um pouco sobre a data e o que ela representa, além da situação do produtor, o tesoureiro da Afubra, Marcílio Laurindo Drescher, concedeu uma entrevista ao Riovale Jornal.

Rolf Steinhaus

Marcílio Laurindo Drescher: “Devemos ficar atentos e preparados para produzir o que este mercado deseja”

Riovale Jornal (RJ): Para o senhor, o que representa a existência de uma data voltada ao produtor de tabaco?
Marcílio Laurindo Drescher (MD): O Dia do Produtor de Tabaco é uma homenagem de reconhecimento pelo trabalho em uma produção que lhes dá sustentabilidade econômica nas pequenas propriedades, oportunizando vida digna a suas famílias. Também contribuem muito na economia dos municípios produtores do tabaco.

RJ: Quais os desafios que o produtor de tabaco tem pela frente? Diversificar, mas ao mesmo tempo lutar pela manutenção de sua cultura?
MD: A diversificação é muito importante para aumentar e agregar ainda mais segurança e renda. Na cultura do tabaco, procurar se aperfeiçoar na produtividade e qualidade para sempre mantermos o mercado que o tabaco brasileiro conquistou.

RJ: Existe alguma possibilidade de a produção de tabaco acabar algum dia? Se isto ocorrer, pode-se prever quando seria?
MD: Hoje não  se visualiza o fim da  produção. Pode mudar o mercado mundial e para isto devemos ficar atentos e preparados para produzir o que este mercado deseja.

RJ: Entre os problemas que o produtor enfrenta, o clima é um desafio constante. Qual o papel da Afubra nesse sentido, para que o público em geral conheça o trabalho da entidade?
MD: A Afubra cumpre com seu objetivo para o qual foi fundada, a segurança diante das intempéries de granizo, e a grande maioria confia no trabalho da Entidade.

RJ: Santa Cruz do Sul e região dependem economicamente do tabaco há bastante tempo. Com uma mudança de cultura, mesmo a longo prazo, o município e o Vale do Rio Pardo poderiam manter seu padrão de vida futuramente?
MD: Depende muito da organização. Por exemplo, o tabaco é uma cadeia organizada, mas existem outras que podem  ser  da mesma forma com um bom padrão de vida. Um exemplo é a cadeia do leite e outras que já temos como exemplo em regiões que já abdicaram da cultura do tabaco.