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A mais longa das greves continua

LUANA CIECELSKI
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Como anunciado na última sexta-feira, 10 de novembro, o CPERS e os professores da rede estadual de ensino continuam em greve em todo o Rio Grande do Sul. Desencadeada pelo parcelamento dos salários dos servidores estaduais, incluindo os professores, a paralisação já dura 69 dias e é a mais longa dos últimos 25 anos, superando a greve de 2016, que durou 53 dias.  

A decisão sobre a continuidade da greve foi tomada durante Assembleia Geral da categoria realizada na tarde de sexta-feira, 10 de novembro, no Parque Harmonia, em Porto Alegre. Na oportunidade foi realizada uma votação que contou com 1160 votos a favor da continuidade da greve e 578 votos contra a continuidade. 

Decisão de continuar a greve foi tomada durante assembleia na última sexta-feira

Entre as reivindicações dos professores está o fim do parcelamento salarial e apresentação de calendário para reposição das perdas, o pagamento integral do 13º salário, além da retirada de diversos projetos de lei e de emendas constitucionais relacionadas à aposentadoria, licenças, tempo de serviço e obrigatoriedade de pagamento do 13º salário até 20 de dezembro. 

Nas escolas, porém, a preocupação com a recuperação dessas aulas perdidas já se faz presente, especialmente em relação aos alunos de 9º ano do Ensino Fundamental  e 3ª série do Ensino Médio, que finalizam etapas. Em Santa Cruz do Sul, a mais afetada pela greve é a Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) José Mânica, localizada no Bairro Esmeralda, onde 14 professores ainda não retornaram às salas de aulas.

 Em Santa Cruz, a escola José Mânica foi uma das mais afetadas pela greve

Diante disso, uma das opções apresentadas pelas Coordenadorias Regionais de Educação (CREs), incluindo a 6ª CRE de Santa Cruz do Sul, é a de transferência de alunos de escolas onde há professores em greve, para escolas onde a greve acontece com menor intensidade, ou onde os professores já retornaram. Essas transferências já acontecem desde meados de outubro e quem tiver interesse deve procurar a 6ª Coordenadoria, localizada na Rua Ernesto Alves, 887. 

A RECUPERAÇÃO

De acordo com a 6ª CRE, de uma forma geral, os professores estão, aos poucos voltando às aulas e conforme isso vai acontecendo cada escola tem autonomia para organizar uma agenda de recuperação das aulas, de acordo com suas necessidades, possibilidade e claro, de acordo com o número de professores que paralisaram e de acordo com o número de aulas perdidas durante os mais de 60 dias em que a greve foi mantida. 

A maior parte das escolas está encontrando, como alternativa, a realização de aulas nos sábados. Para auxiliar nesse processo, a 6ª CRE está contatando o município para que o transporte seja cedido também nesses dias para os alunos que dele necessitam. Dessa forma, todos podem comparecer a essas aulas. 

De acordo com a 6ª CRE, para as escolas que já entregaram os cronogramas de recuperação das aulas, a previsão de duração do último trimestre de aulas é o dia 20 de janeiro. Aquelas escolas que ainda não o fizeram porque nem todos os professores retornaram, porém, terão aulas, com certeza, até o fim do mês de janeiro de 2018.