Cristiano Silva
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Divulgação / Killy Freitas

Novo disco do artista santa-cruzense tem coautoria
com o escritor e poeta Antonio Skármeta

Novo disco do artista santa-cruzense tem coautoria
com o escritor e poeta Antonio Skármeta
Um músico que tem uma carreira sólida dentro de uma banda, fazendo shows regularmente pela cidade, região e estado afora, que já lançou um disco solo indicado em duas categorias ao Prêmio Açorianos, e que tem uma grande quantidade de alunos que buscam aprender mais sobre arte e música, esse músico poderia ser um cara acomodado. Poderia, se esse cara não fosse Killy Freitas. O músico santa-cruzense, que se divide em shows da trintona Viúva Negra e repassa o seu conhecimento a diversos estudantes de violão e guitarra, sempre se focou também em produzir a sua própria música, isso já há algum tempo.
No ano de 2011, o primeiro disco solo, “D’Alma”, recebeu grande destaque no Estado e foi indicado às categorias de melhor compositor instrumental e revelação no Prêmio Açorianos (maior prêmio de reconhecimento da música no Rio Grande do Sul). Agora, Killy Freitas volta a lançar um registro de estúdio e com uma parceria mais do que especial: seu amigo, o escritor Antonio Skármeta.
CAFÉ FRIO
Divulgação / Killy Freitas

Killy Freitas divide a autoria de “Café Frio” com
o escritor e poeta Antonio Skármeta

Killy Freitas divide a autoria de “Café Frio” com
o escritor e poeta Antonio Skármeta
“Café Frio” apresenta um trabalho maduro, revisitando as referências de Killy, referências estas instrumentais e pessoais, pois no novo trabalho não apenas é perceptível texturas do samba, bolero, milonga, chamamé, bossa nova e jazz, como conta com onze amigos – e excelentes músicos. Bianca Obino, Victor Hugo, Pedrinho Figueiredo, Renato Muller, Ricardo Vogt, Astor Rocha, Simone Mohr, Robson Bitencourt, Jairo Padilha, Solon Chaves e Marcelo Chaves emprestam sua qualidade musical ao trabalho, este lapidado por Killy e Skármeta.
LANÇAMENTO
Cristiano SIlva

“Café Frio” possui 13 faixas e conta com 11 participações especiais

“Café Frio” possui 13 faixas e conta com 11 participações especiais
Após realizar um lançamento do registro em Porto Alegre no início de novembro, Killy Freitas promove “Café Frio” hoje à noite, às 20h, em Santa Cruz, no Espaço Camarim (Marechal Floriano, 332). Os ingressos antecipados para a apresentação de Killy – que terá a companhia dos músicos Astor Rocha na bateria, Solon Chaves no baixo e Robson Bitencourt nos teclados – podem ser adquiridos na Livraria e Cafeteria Iluminura (Borges de Medeiros, 471) ao preço R$ 15,00. Na hora, no local, a entrada será de R$ 20,00. Antes do lançamento, porém, Killy Freitas bateu um papo com o Riovale Jornal e pôde contar um pouco mais sobre a produção de “Café Frio” e a parceria com Skármeta.
Riovale Jornal: Primeiramente, por que o nome “Café Frio”?
Killy Freitas: Foi decidido pelo nome “Café Frio” numa conversa que tive com Skármeta durante um jantar em Santiago, no Chile. É o nome de uma das músicas do CD e achamos que ela representa bem o clima do disco. Amor, melodia e arranjo com delicadeza. E o nome é provocativo, que acaba sendo interessante despertar essa curiosidade nas pessoas.
RJ: Em “Café Frio” tu ficaste responsável com os arranjos e o Skármeta com as letras. Como foi esse processo?
KF: O processo de composição foi muito legal! Muitos e-mails, gravações de pré-produção, layout, letras, melodias e mais e-mails, até por telefone finalizamos uma composição. O Skármeta opinava e trocava ideias comigo. Foi assim durante dois anos. Eu decidi produzir e fazer o esqueleto dos arranjos das músicas, mas tudo sempre com a aprovação do Skármeta. As gravações aconteceram no Brasil, Chile, Uruguai e Inglaterra.
RJ: Em relação às letras, algumas em português, outras em espanhol, outras misturando as linguagens… Qual a mensagem dessa proposta?
KF: Um pouco em espanhol e um pouco em português foi de acordo com o que ficaria melhor em cada música, com o sotaque, pronúncia em sintonia com a melodia. E achei legal usar as duas línguas pra simbolizar o intercâmbio entre Brasil e Chile. A minha ideia foi fazer um CD com uma linguagem mais universal.
RJ: É possível notar estilos como samba, bolero, milonga, chamamé, bossa nova e jazz em “Café Frio”. Qual a tua ideia em fazer essa miscelânea de ritmos e sons no disco?
KF: A ideia foi misturar gêneros e estilos que são as minhas influências, mas sempre mantendo uma identidade, a suavidade e, por vezes, um discreto sotaque jazzístico.
RJ: Em relação aos convidados que tu chamaste pra participar do teu disco, como foi a receptividade deles e qual a tua ideia em chamá-los?
KF: Chamei eles por saber da riqueza e musicalidade que cada um deles dispõe. Todos aceitaram e adoraram participar.
RJ: O disco “D’Alma” foi indicado ao Prêmio Açorianos de Música em duas categorias e recebeu um grande destaque. Tu esperas com este novo trabalho receber talvez até mais destaque?
KF: Com esse disco eu espero que tenha o reconhecimento merecido. Me dediquei muito durante esses dois anos de produção, mas tenho os pés no chão e procuro viver cada dia. O primeiro passo já foi dado. A imprensa de Porto Alegre e São Paulo já está dando uma boa visibilidade para o CD “Café Frio”. Agora é tocar o projeto levando esse trabalho pra todos os lugares possíveis, e logicamente o Chile é um dos lugares que eu quero muito lançar esse CD.
RJ: Por último, veremos um show com Killy e Skármeta na sequência?!
KF: Sim! Já estamos planejando. Queremos fazer em 2015 no Chile e Brasil. As tratativas já estão se encaminhado.
Confira abaixo o primeiro clipe do disco “Café Frio” com a música “Casamentero”, que teve sua letra inspirada no poeta chileno Pablo Neruda e seu vídeo gravado na casa – de nome “La Chascona” –
de Neruda em Santiago, no Chile:
de Neruda em Santiago, no Chile:














