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A poesia da vida está em tudo

Ligia Hertzer organizou um sarau na Casa das Artes Regina Simonis

Viviane Scherer Fetzer
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Na noite de quinta-feira, 21 de março, com ares de início de outono e temperatura amena, Ligia Hertzer encantou e preencheu a Casa das Artes Regina Simonis com o Sarau A Poesia da Vida. A participação especial ficou com o violinista Luís Eduardo Kaufmann. 
Com um repertório muito bem escolhido, tanto de poemas quanto de músicas, Ligia buscou “falar de poesia através da vida, ou ainda, falar da vida através da poesia”. O nome do evento foi proposital porque, segundo Ligia, a vida pode ser explicada de muitas maneiras e, com essa ideia de tudo o que a vida traz, ela também disse que “o poema é o irmão da música e que os sons estão intimamente ligados aos poemas”. Foi quando deu início ao sarau com um poema sobre as situações em que é preciso nadar contra a maré. Acompanhada pelo violinista com canções relacionadas ao que havia sido lido. 
Na seleção de poemas teve de Olavo Bilac, Mário Quintana, Cecília Meireles e Vinícius de Moraes até poetas e escritores santa-cruzenses como Valquiria Ayres Garcia, Mauro Ulrich, Eloir Guedes, Jossara Bes, Sander Félix Morais que puderam aproveitar o espaço para apresentarem seu trabalho. Para acompanhá-los as músicas de Bach e Villa Lobos à Legião Urbana embalaram a noite. E ainda a participação de uma ex-aluna de Ligia, Carla Schwengber que compartilhou junto da organizadora uma poesia de Chico Buarque. 
Ligia levou àquele espaço cultural os poemas de forma leve para falar sobre a vida que é agora e é breve. E mostrar “que a poesia da vida está em tudo e é o amor, em todos os seus múltiplos sentidos”. Segundo Maria Celita Scherer, representante da Casa das Artes, “o momento que aqui passamos foi de um brilhantismo imenso e nesses momentos conturbados que passamos essas pausas de cultura são de um valor enorme e mostram que vale a pena amar e viver”. Ligia ficou emocionada com a sensibilidade do público, “a poesia da vida transbordou nos olhos das pessoas”, finalizou. 

Poema ‘Sem aviso’, de Helena Kolody

Sem aviso,
O vento vira
Uma página da vida