Início Economia Plataforma Sino-Brasileira deve operar no primeiro trimestre de 2015

Plataforma Sino-Brasileira deve operar no primeiro trimestre de 2015

A delegação chinesa que veio ao Estado para conhecer os parceiros gaúchos na implantação da Plataforma Sino-Brasileira de Facilitação do Comércio e Investimentos voltará a seu país confiante na capacidade produtiva das cooperativas, além da qualidade dos produtos ofertados. Segundo o gerente-geral da CASIC Shenzhen, Zhu Zhengguang, ver de perto os processos de fabricação locais fará diferença para o sucesso do projeto. “Temos todo o interesse em apressar as próximas etapas, com pesquisas mercadológicas e a formação de uma joint venture”, disse ele, referindo-se à empresa que será criada para viabilizar a proposta.  Zhengguang ressaltou que a intenção é deflagrar as operações com fornecedores gaúchos e, no futuro, ampliar o comércio para o Brasil e América Latina.

O presidente do Badesul, Marcelo Lopes, espera que a Plataforma se consolide no primeiro trimestre de 2015, com a implantação de escritórios comerciais no Rio Grande e em Shenzhen. Antes disso, Badesul, Banrisul e as seis cooperativas parceiras – PIÁ, Languiru, Cosulati, Ecocitrus, Dália e Santa Clara, as duas últimas incorporadas esta semana, na primeira agenda da delegação no Estado – criarão uma empresa, que será a sócia brasileira na joint venture binacional. “Começaremos a operar com um projeto piloto, provavelmente no setor de carnes”, afirma Lopes, acrescentando que o cronograma fechado nesta sexta-feira envolve a definição de um plano de negócios para 2015.

O presidente do Badesul revela que um dos principais desafios será facilitar o acesso dos produtos brasileiros à China, já que o país costuma dificultar a habilitação de empresas ao seu mercado. Também será necessário criar produtos e marcas específicas para o consumidor chinês. A coordenadora da Articulação Internacional da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mariela Klee, destacou que a demanda da China por alimentos representa um mercado promissor para o Rio Grande do Sul. “O consumidor chinês confia mais nos produtos estrangeiros do que nos locais. Além disso, marcas de fora significam status”, explica ela.

A delegação chinesa cumpriu uma extensa agenda no Rio Grande do Sul, iniciada terça-feira, com um seminário na SDPI. Foram visitadas as plantas industriais das cooperativas e, nessa sexta, um novo seminário ocorreu na sede do Banrisul, em Porto Alegre, encerrando a missão. A comitiva reuniu representantes da Casic Shenzhen, Citic Bank (ambos estatais federais) e Shenzhen Agricultural Products (estatal da municipalidade de Shenzhen).

Histórico

A proposta da Plataforma Sino-Brasileira de Facilitação do Comércio e Investimentos começou a ser construída a partir de Missão do Sistema de Desenvolvimento do RS à China, em dezembro de 2013. Em julho deste ano, o governador Tarso Genro assinou um Memorando de Entendimento, estabelecendo o consórcio que forma a parte brasileira do projeto.

Também este ano, outras duas missões, ambas lideradas pelo presidente do Badesul, Marcelo Lopes, aprofundaram as negociações com a municipalidade de Shenzhen e com o grupo empresarial CASIC Shenzhen.

Texto: Denise Nunes
Edição: Redação Secom