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Werner faz balanço de 2015

Benício Werner:
 

VAGNER CERENTINI
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Com certeza, 2015 será um ano que ficará marcado na memória de muitas pessoas. Tanto de forma positiva como de forma negativa. Em geral não foi um ano muito bom, todos nós de alguma forma acabamos atingidos por alguns dos problemas que ocorreram neste ano. Foram os principais problemas a chuva e a crise financeira e política. E falando em Santa Cruz, não podemos deixar de citar o tabaco e o agricultor, que são fundamentais para o desenvolvimento do município. 

A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) é responsável por dar auxílio a agricultores, e nada mais justo do que falar com o presidente da entidade Benício Albano Werner, que fez uma avaliação geral da última safra 2014/2015 e também revelou quais são as expectativas para a próxima. 

“A safra 2014/2015 não foi muito boa, pois tivemos algumas dificuldades na comercialização. Durante o ano foram feitos manifestos e diversas audiências públicas. As empresas estavam bem rigorosas na hora da comercialização, e não foi satisfatório para o agricultor”, explica Werner. “Isso traz graves consequências ao comércio, pois se o agricultor não tem uma boa remuneração com a sua safra, ele acaba tendo de economizar e também deixa de investir, refletindo diretamente no setor financeiro do município”, acrescenta. 

Em relação ao fumo que foi plantado em 2015, Werner diz que o ano é bastante ruim, mas que a tendência é de que haja uma valorização do próprio tabaco. “O ano de 2015 realmente não foi muito bom para os fumicultores”.
“Foi um ano muito chuvoso e tivemos alagamentos em diversas cidades, o agricultor que optou por plantar mais cedo teve sorte, pois quem plantou no período normal sofreu com o excesso de chuva. O granizo também prejudicou uma porcentagem de fumicultores. Se nós olharmos a parte baixa do vale do Rio Pardo, vamos observar uma queda na produção em torno de 20% a 25%”, salienta o presidente. 

Benício ainda faz um comparativo do fumo Virgínia com o Burley. “Quem plantou o fumo Burley está tendo bastante prejuízo, pois com esse excesso de umidade o fumo não tem a ventilação que precisa para murchar e secar, e aí as folhas começam a cair. Já a questão do tabaco Virgínia é um pouco diferente, mas mesmo assim o clima chuvoso prejudicou, pois dificulta a colheita do fumo na lavoura. E ambos os tipos foram bastante prejudicados pelo clima e pela pedra”. 

Perguntado se a atual crise financeira tem afetado muito a comercialização do tabaco, Werner explica que cerca de 90% do fumo produzido aqui é para exportação, e a crise interna acaba não afetando tão diretamente. “2015 foi um ano ruim em geral, não só para o tabaco, mas para todos os setores”, comenta. 

“A previsão para a safra 2015/2016 é de que se tenha menos tabaco para comercializar, e devido a isso é provável que o valor do fumo aumente. Muito do que já estava plantado acabou sendo perdido devido a granizo e enchentes, e em geral será uma safra menor que a do ano passado, mas com um valor mais alto”, afirma Benício Werner. 
O presidente termina a entrevista falando que espera que 2016 seja um ano com um clima mais favorável para a agricultura, e deseja a todos um feliz ano novo.