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Brasil piora no ranking internacional de corrupção

O Brasil teve piora no ranking internacional de percepção da corrupção divulgado hoje, 27, pela organização não-governamental Transparência Internacional. O país passou a ocupar o 76º lugar, caindo 7 posições em relação a 2014. De acordo com a ONG foi o país que teve a maior queda no índice que avalia a percepção sobre a corrupção do setor público em 168 países. 

Na escala que vai de zero (mais corrupto) a 100 (menos corrupto), o Brasil aparece com 38 pontos. O país que aparece no topo da lista onde a população tem a menor percepção de corrupção é a Dinamarca, seguida pela Finlândia e Suécia. As piores avaliações foram feitas sobre a Coreia do Norte e a Somália. A ONG elenca o escândalo na Petrobras, os problemas na economia e o crescimento do desemprego como alguns motivos para a deterioração do Brasil no ranking. O país divide a 76ª posição com mais seis nações: Bósnia e Herzegovina, Burkina Faso, Índia, Tailândia, Tunísia e Zâmbia.

Segundo o relatório, os países com melhor desempenho têm características como alto nível de liberdade de imprensa, acesso a informação sobre orçamento público, sistemas judiciários que não diferenciam ricos e pobres, e que são independentes das outras esferas do governo. Já os países que ocupam as posições mais baixas são caracterizados por conflitos e guerras, fraca governança, instituições públicas frágeis e falta de independência da mídia. A Transparência Internacional define a grande corrupção como “o abuso do poder ao mais alto nível para beneficiar uns poucos à custa de muitos, causando graves e generalizados danos aos cidadãos individuais e às sociedades. A grande corrupção, frequentemente, fica impune”, registra. 

O Índice de Percepção da Corrupção baseia-se em opiniões especializadas sobre a corrupção do setor público. “Uma pontuação baixa é um sinal da prevalência de subornos, impunidade da corrupção e instituições públicas que não atendem às necessidades dos cidadãos”, explica o comunicado da organização. Apesar de a corrupção continuar sendo generalizada, a ONG afirmou que seu novo índice mostra “sinais de esperança”, já que o número de países que melhorara sua pontuação foi maior em relação aos que pioraram. “É possível vencer a corrupção se trabalharmos juntos; para erradicar o abuso de poder, o suborno e revelar negociações secretas, os cidadãos devem dizer em uníssono a seus governos que já tiveram o bastante”, afirmou em comunicado o presidente da Transparência Internacional, José Ugaz.

Fonte: Agência Brasil